terça-feira, 5 de agosto de 2008

A caminho do Estado totalitário

A caminho do Estado totalitário
Hoje quero convidá-los a ver um vídeo!

Um vídeo ao qual é preciso dar ampla difusão, pois revela de modo eloqüente a situação alarmante para a qual nos estão conduzindo Lula e seu governo.

Estamos a caminho do Estado totalitário, não tenhamos ilusões.

Operação de guerra contra brasileiros
Antes de lhes indicar o link do vídeo, permitam-me apenas uns breves comentários.

As filmagens foram feitas durante a tristemente célebre operação Upakaton da Polícia Federal, no Estado de Roraima, na chamada Reserva Raposa Serra do Sol. Uma operação com clara violência intimidatória e violação de princípios básicos do Estado de Direito.

As vítimas são brasileiros (sejam brancos, indígenas, miscigenados), proprietários e trabalhadores, que apenas desejam continuar a ser... brasileiros.

Notem, por favor, a desproporção de forças: mais de uma centena e meia de policiais fortemente armados, helicóptero, dezenas de carros, como se fossem intervir num grave incidente de terrorismo. Tudo para intimidar pessoas honestas, brasileiros que trabalham e produzem, nos confins de nosso território.

É bom também tomar nota do clima de mentira: promessas reiteradas de respeito à propriedade, de não violência... desmentidas acintosamente em poucos minutos.

Ao serem inquiridos a respeito de mandados judiciais, os policiais federais afirmam não os possuir, mas assim mesmo invadem propriedades particulares pela violência.

Há um aspecto muito relevante: os policiais federais afirmam agir em nome do Presidente Lula e cumprindo ordens dele. Não há instâncias intermediárias de legalidade, há simplesmente a polícia cumprindo ordens do Chefe Supremo, do Führer.

Tarso Genro, ameaça ao Estado de Direito
O Sr. Tarso Genro, Ministro da Justiça, é o responsável directo por este ato de arbítrio, melhor diria, por mais este ato de arbítrio. Aos poucos vai ele assumindo o papel de um verdadeiro "comissário do povo" (nos moldes do regime soviético), e a PF, sob seu comando, vai se tornando um poder autônomo e repressor dentro do Estado.

"Não há na história do mundo, na história universal, qualquer exemplo de país que tenha preservado a democracia tendo transformado a polícia em poder; onde a polícia se transformou em poder, a democracia feneceu".

Os exemplos históricos estão aí e é bom recordá-los: Gestapo, KGB, para mencionar apenas os mais conhecidos.

As palavras certeiras são de Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, no debate promovido, nestes dias, pelo jornal O Estado de S. Paulo, intitulado O Brasil e o Estado de Direito, do qual participaram também o Ministro Tarso Genro, o Procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e Cezar Britto, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Lembrem-se destas palavras de advertência sobre uma polícia transformada em poder enquanto vêem o vídeo. Ele fala por si.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

FARC no Brasil: as informações "irrelevantes"

FARC no Brasil: as informações irrelevantes
Há muito se fala a respeito da presença das FARC no Brasil.

Ao longo da última década, referências à atuação do grupo terrorista têm crescido no noticiário: relações íntimas com o narcotráfico, orientação e treinamento de integrantes do MST, presença no país de agentes do grupo e sua proximidade com o PT, são algumas das mais insistentes.

Ligações perigosas
É bom lembrar que Fernandinho Beira-Mar foi preso num acampamento das FARC; que as FARC tiveram uma embaixada oficial em Ribeirão Preto, enquanto Palocci era Prefeito da Cidade; sem esquecer o mais importante, as FARC são integrantes, desde seu início, do Foro de São Paulo.

Há poucos meses, segundo noticiou o jornal O Globo, em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara, o secretário-adjunto da Segurança de Rondônia, Cezar Pizzano, afirmou que as FARC treinam a Liga dos Camponeses Pobres, um movimento com caráter de guerrilha que atua no estado.

E acaba de aparecer a denúncia, bem mais alentada, feita pela revista colombiana Cambio, da colaboração de importantes personalidades do governo Lula com os terroristas das FARC (leia Ligações perigosas: FARC-governo Lula).

Convém ainda recordar que o governo brasileiro se recusou terminantemente a qualificar o grupo como terrorista. Marco Aurélio Garcia, assessor internacional do Presidente, jusitificou a negativa afirmando que o governo não poderia classificar como terrorista um grupo que poderia vir a governar a Colômbia, reconhecendo assim legitimidade à luta armada como forma de alcançar o poder.

Além do quê, a recusa também eximia o governo Lula de bloquear os bens do grupo no Brasil e de impor restrição à livre circulação de seus membros em território nacional.

Das concessões à política de firmeza
O Presidente Álvaro Uribe mudou radicalmente a postura oficial em relação às FARC. Abandonou a polícita de concessões e capitulações vergonhosas de seus antecessores, que estava conduzindo o país ao caos, à ingovernabilidade e ao império, quase inconteste, do crime organizado e do terrorismo marxista.

Com uma política de firmeza e de inteligente estratégia militar, as Forças Armadas colombianas foram acuando o grupo terrorista, impondo-lhe pesadas derrotas e sérias baixas.

Nessa tarefa o Presidente colombiano conta com o apoio maciço da opinião pública, enquanto as FARC não conseguem reunir a simpatia de mais de 2% da população. O apoio a Uribe e o rechaço às FARC se traduziram nos últimos meses em manifestações que levaram às ruas do país, em diversas cidades, milhões de pessoas.

Busca de refúgio em países vizinhos
É natural que os terroristas, cada vez mais acuados, tenham passado a ver no seqüestro uma de suas principais armas de chantagem. E, por outro lado, tenham empreendido um esforço internacional de articulação, sobretudo com governos de esquerda, para pressionar e tentar isolar o governo colombiano. Com a entrada de Chávez em cena, essa tática se exacerbou.

Os Presidentes Lula, Evo Morales, Rafael Correa passaram a integrar o grupo de governantes, que, mais ou menos abertamente, acobertavam a atuação das FARC. E pressionavam continuamente Uribe para que chegasse a uma "solução humanitária" do conflito, a qual compreendia concessões inadmissíveis às FARC.

Diante dos fortes reveses impostos pelos militares colombianos às FARC, era natural que estas passassem a procurar refúgio no território de países vizinhos, sobretudo naqueles governados por companheiros ideológicos.

Perigo de infiltração em território brasileiro
Desnecessário será frisar a evidência de tal tática em relação ao Equador e à Venezuela.

Agora o governo colombiano, segundo o Ministro da Defesa daquele país, Juan Manuel Santos, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (27.jul.2008), entregou ao governo brasileiro uma série de informações de conexões das FARC no Brasil, para que este possa reagir como considerar mais apropriado.

Além disso, em visita oficial ao País, o secretário da segurança nacional dos Estados Unidos, Michael Chertoff, condenou o apoio recebido pelo grupo por parte de governos sul-americanos.

Chertoff também defendeu que os países da região evitem a transferência de bases da guerrilha para seus territórios, alertando para o perigo das FARC procurarem avançar pela Amazônia brasileira.

O descaso cúmplice do governo Lula
Pela boca de Marco Aurélio Garcia, a reacção do governo Lula às declarações não se fez esperar. Para o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, a suspeita levantada por Chertoff é "infundada"; e os dados sobre as FARC, repassados pelo governo colombiano ao Brasil, continham apenas "informações irrelevantes".

Tipicamente a linguagem e o descaso do cúmplice!

Será que um governo se dá ao trabalho de repassar a outro governo "informações irrelevantes", ainda mais sobre um grupo terrorista, cujas ações têm gerado tanto impacto internacional?

Se são irrelevantes, porque o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, manifestou a um assessor da inteligência militar seu temor de que o material vazasse para a imprensa? Seria pela sua irrelevância?

Terá sido pela irrelevância de tais informações que a Abin e o CIE (Centro de Inteligência do Exército) manifestaram disposição de empreender uma investigação sobre a possibilidade de representantes das FARC se fixarem no país com apoio de militantes de esquerda acolhidos no governo Lula?

A misteriosa irrelevância das informações
Terá sido com informações irrelevantes que o governo colombiano desarmou a farsa montada por Chávez e aliados (entre os quais Marco Aurélio Garcia, enquanto representante de Lula) da operação humanitária que "libertaria" o menino Emanuel... o qual se encontrava em um orfanato de Bogotá e não na selva, nas mãos dos terroristas?

Terá sido com base em informações irrelevantes que o governo colombiano detectou e aniquilou militarmente, na fronteira do Equador com a Colômbia, o acampamento (quartel-general) do nº 2 das FARC, Raul Reyes?

Terá sido com informações irrelevantes que o presidente Álvaro Uribe denunciou internacionalmente, inclusive em célebre discurso na Organização dos Estados Americanos (OEA), a íntima conivência e colaboração financeira e militar dos governos de Hugo Chávez e Rafael Correa com as FARC?

Terá sido com informações irrelevantes que as Forças Armadas colombianas montaram uma ousada e bem sucedida operação de inteligência militar para resgatar os mais importantes reféns em mãos das FARC, entre os quais Ingrid Bentencourt?

Porque, então, as informações entregues agora ao governo brasileiro seriam irrelevantes? Não se sabe, mas para Marco Aurélio Garcia são.

Afinal qual o sentido de "irrelevantes" para Marco Aurélio Garcia? Que não têm importância? Ou que não são relevantes para o governo Lula, uma vez que este está mesmo disposto a colaborar com as FARC?

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domingo, 3 de agosto de 2008

F@ARC os emails que comprometem

F@ARC os emails que comprometem
Já notaram que baixou um silêncio quase sepulcral sobre as revelações estampadas pela revista colombiana Cambio, a respeito da colaboração escandalosa de integrantes do governo Lula com o grupo terrorista das FARC?

O silêncio, que não conseguiu esconder o mal estar, começou pelas evasivas ou explicações pouco convincentes partidas de círculos oficiais. E foi completado pelo sepultamento quase completo do assunto por boa parte da mídia em que reina a "ética" do oficialismo.

Constragimento dos emails que "não provam nada"
Diante de material tão comprometedor para o governo, seria compreensível uma verdadeira corrida do jornalismo investigativo. Não... silêncio.

Mais ainda, a jornalista Eliane Cantanhêde, no jornal Folha de S. Paulo (3.ago.2008), ultrapassa a barreira do silêncio e assume, a bem dizer, o papel de porta-voz do lulopetismo no poder. Em artigo intitulado Fantasmas a colunista da Folha afirma que os emails "não têm conteúdo prático" e "não há referência a gestos, ações ou movimentos concretos que caracterizem uma aliança com a guerrilha".

Falso! O que se verifica é que o material divulgado se refere exatamente a ações de interesse dos terroristas das FARC, algumas delas bem sucedidas e com apoio de pessoas influentes do governo.

Mas em seu afã de desqualificar a documentação publicada, Eliane Cantanhêde tropeça. Diz ela: "Enfim, os e-mails da guerrilha não provam nada, a não ser que setores do governo Uribe estão doidos para constranger o governo brasileiro. E estão conseguindo". Como é possível que setores do governo Uribe estejam conseguindo constranger o governo brasileiro, se os emails da guerrilha não provam nada? Estranho... muito estranho.

Informações requentadas, armação...
Mas vamos agora às "explicações" do mundo oficial.

Para a ministra Dilma Roussef a matéria da revista Cambio é "requentada" e por isso não tem importância. Requentada ou não, o fundamental é saber se é verdadeira. Será que informação "requentada" sobre crime real deixa de ter importância?

Além disso, a ministra parece ter "esquecido" que a revista Cambio nada mais fez do que citar parte do material entregue recentemente pelo governo colombiano ao governo Lula, sobre as conexões das FARC no Brasil. Será que tais informações também são "requentadas"?

Por seu lado, Marco Aurélio Garcia, o assessor internacional da Presidência, negou à Folha de S. Paulo (2.ago.2008) qualquer vínculo do governo e do PT com as FARC e disse que "o tempo vai mostrar que tudo isso é uma grande armação".

Se tudo é uma grande armação, porque o governo Lula não desmonta de imediato e documentadamente tal armação? Porque só o tempo vai resolver isso? Pelo esquecimento?

Disputa pelo poder, outra justificativa
Além disso, o jornal O Estado de S. Paulo (2.ago.2008), noticiou que, após três reuniões com assessores diretos e integrantes do Itamaraty, o Presidente Lula teria chegado à conclusão de que a reportagem da revista Cambio reflete uma briga interna pelo poder na Colômbia.

Tentem, por favor, entender a lógica, porque a ilação não é fácil.

Haveria uma disputa entre o presidente Álvaro Uribe e o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, provável candidato à sucessão presidencial.

Como Uribe estaria perto de esmagar militarmente as FARC e obrigá-las a uma negociação que levasse à sua dissolução, não teria dificuldades em obter um terceiro mandato, prejudicando as aspirações de Santos.

Diante dessa eventualidade, o ministro da Defesa colombiano teria difundido os documentos de relações comprometedoras do governo Lula com as FARC, através da revista Cambio. Por tal motivo, as informações estariam desqualificadas.

Entenderam a lógica? Eu também não! Mas no lulopetismo as explicações são assim.

Outra explicação: a "vingança" colombiana
Na sistemática e detalhada reportagem F@ARC os e-mails que comprometem, assinada por Alexandre Oltramari, a revista Veja (6.ago.2008) reproduz mais uma das "explicações" emanadas do oficialismo governista.

Assessores de Lula garantem que a divulgação das mensagens comprometedoras se deveu a uma vingança do ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

Segundo a teoria oficial, o governo colombiano seria contrário à adesão do país ao Conselho de Defesa Sul-Americano, o mais recente projeto internacional de Lula e, por tal motivo, teria apenas divulgado as mensagens comprometedoras deixando de lado as que provariam o distanciamento dos petistas em relação às FARC.

Perante tal assertiva a revista conclui de modo muito objetivo: "Se isso for verdade, bastará ao governo divulgar a íntegra do material, que foi recebido há três meses e guardado a sete chaves".

O que se conclui é que, realmente, o mal estar grassa nos meios oficiais, que tentam de todas as formas sepultar o assunto, pois os "arquivos apreendidos com a guerrilha mostram que a relação do PT com as FARC é maior do que se sabia e pode ter chegado ao governo" (Veja).

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sábado, 2 de agosto de 2008

Ligações perigosas: FARC - governo Lula

Ligações perigosas: FARC - governo Lula
A denúncia é forte. A realidade era em parte conhecida. Só que agora as ligações perigosas do governo Lula com o terrorismo das FARC parecem ganhar a cena internacional.

Cambio, importante revista colombiana, dedica a matéria de capa de sua mais recente edição (31.7.2008) ao chamado "dossier brasileño".

Níveis escandalosos de colaboração
Segundo a revista, material encontrado nos computadores de Raul Reyes, o líder das FARC, morto em território equatoriano, revela que os vínculos das FARC com altos funcionários do governo Lula chegaram a níveis escandalosos.

Ainda conforme a mencionada revista, a pequena amostra de mais de 85 emails conhecidos, revela a importância do Brasil para a agenda internacional das FARC e deixa a nu como a organização terrorista se aproveitou da subida ao poder de Lula e do PT para reforçar sua estratégia continental.

O chamado "dossier brasileño", segundo a revista Cambio, teria implicações mais sérias do que as derivadas da documentação comprometedora relativa ao envolvimento dos Presidentes Chávez (Venezuela) e Correa (Equador) com as FARC. E suscita muitas interrogações que exigem uma resposta do governo brasileiro.

Sacerdote e "embaixador" das FARC
O personagem central da reportagem é Oliverio Medina (ou "El cura Camilo"), um sacerdote das FARC, elo de ligação com as autoridades brasileiras.

Importante dirigente das FARC, acusado de vários crimes no país vizinho, o "embaixador" das FARC chegou a ser preso no Brasil, mas tudo foi feito para que não fosse extraditado e recebesse até a condição de "refugiado político".

Uma vez obtida tal condição, Lula se congratulou com o fato, ainda segundo a reportagem. É bom recordar que as FARC, na ocasião, emitiram um comunicado (estampado em seu site) em que agradeciam todo o empenho do governo Lula em proteger Medina. Mais tarde, a mulher de Medina recebeu um cargo de confiança da Presidência da República.

Uribe entrega a Lula o dossier
A revista narra o modo pelo qual Lula se inteirou do chamado "dossier brasileño". Na recente visita à Colômbia, o Presidente Uribe, numa reunião reservada diante de poucas testemunhas, fez a Lula um resumo dos arquivos eletrônicos, encontrados no computador de Raul Reyes, que comprometiam funcionários do seu governo com as FARC.

Cambio menciona, entre outros, a José Dirceu, Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, a Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos internacionais do Presidente, ao chanceler Celso Amorim, a Paulo Vanucci, da Secretaria dos Direitos Humanos.

Imagem abalada
A imagem de Lula, espalhada internacionalmente por certa mídia, de um homem simples que ascendeu à Presidência e abandonou o discurso de esquerda, fica irremediavelmente abalada.

Não só Lula não abandonou a ideologia de esquerda (basta ver seu contínuo empenho em favorecer Chávez, Evo Morales, Correa, os Kirchner, na construção do socialismo do século XXI, propugnado pelo presidente venezuelano) como seu governo está comprometido com a esquerda terrorista.

Espera-se uma explicação convincente. Por enquanto, Marco Aurélio Garcia diz que as informações são... irrelevantes.

Ah, e para terminar, é bom ressaltar que a chamada "esquerda católica" está sempre presente nos desvãos mais sinistros do governo "companheiro". Afinal o "embaixador" era um padre junto a um governo inspirado pela "Teologia da Libertação".

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terça-feira, 29 de julho de 2008

Debates políticos

Debates políticos
Após uma ausência forçada, de mais de dois meses, retomo o meu blog e a bem dizer as conversas que aqui mantenho com todos os que me dão a alegria de ler o Radar da Mídia.

Ao chegar a S. Paulo encontrei um amigo do mundo virtual, mas um amigo bem real, Leonardo Bruno, que admiro pela tenacidade com que batalha por suas idéias e pelo brilho com que as defende em seus escritos.

O Leonardo ficou conhecido nos debates de fóruns, no Orkut e, sobretudo, no seu blog, sob o pseudônimo de Conde Loppeux de la Villanueva. O "Conde" como acabou por ser mais habitualmente conhecido mantém um blog brilhante.

Ao nos encontrarmos por aqui (ele é de Belém do Pará) e nos atualizarmos a respeito das novidades, surgiu a idéia de gravar umas conversas informais a respeito de alguns temas candentes.

Sentámo-nos, ligamos a câmera e o resultado está aí, em três pequenos vídeos, que ele teve a paciência de editar.

Convido-os a assistir:
Debates políticos I (libertação da Ingrid Betancourt)
Debates políticos II (prisão de Daniel Dantas)
Debates políticos III (aparelhamento dos órgãos repressores do Estado pelo PT)

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Lula, o turista eleitoreiro

Lula, o turista eleitoreiro
A nota é breve, mas, pelo poder de síntese e pela realidade que espelha, fala por si.

Acabei de lê-la no ex-Blog do César Maia. O título já fala por si: Lula se esconde dos problemas!

  • "Ontem Bachelet - a presidente do Chile - foi pessoalmente à área de erupção do vulcão onde a população está sendo transferida. Aqui, ciclone no sul, mortes no Solimões... e Lula longe de tudo, passeando para cá e para lá. O Brasil não tem comando, tem um turista eleitoral. Está entregue à sorte da economia internacional."
Vale a pena refletir e ver como se constrói a "popularidade" de Lula. Longe dos problemas...

Fica sempre a pergunta: será que a popularidade é mesmo a das pesquisas? Saia à rua e verifique por si mesmo. Parece bem diferente.

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Desmatamento, de quem é a culpa?

Desmatamento, de quem é a culpa?
Q
uase todos os dias os meios de comunicação nos bombardeiam com notícias e imagens sobre o desmatamento da Amazônia.

É inegável que tais noticiários contêm uma nota alarmista que nos faz crer que a Amazônia, em toda a sua extensão, está sendo devastada. Já nisto há um exagero.

Mas os exageros não ficam por aí. A impressão com que qualquer um de nós fica, após ler jornais, revistas, assistir a telejornais ou noticiários de rádio, é de que os grandes devastadores, os grandes culpados são os fazendeiros.

Tais noticiários, potencializados pela agressividade dos ambientalistas, passam-nos a idéia de que, a atividade agrícola, em sua busca incessante de lucros, só causa males ao país.

Agricultura, a grande vilã

É curioso notar que a agricultura, uma das principais responsáveis pelo grande progresso do Brasil, pelo seu crescimento econômico e pela melhoria das condições de vida da população em geral, é sempre apontada - e não só no caso do desmatamento da Amazônia - como a grande vilã. A quem interessa isso?

Os mais recentes dados oficiais sobre o desmatamento, que causaram grande impacto sobre o País... logo foram desmentidos pelos próprios órgãos oficiais que os anunciaram. Tinha havido um "engano" nas contas, e diversas áreas foram computadas mais de uma vez. Terá sido "engano" mesmo?

Operação policial espalhafatosa

Logo o governo Lula, recorrendo ao braço armado da Polícia Federal, lançou mais uma das espalhafatosas operações desse órgão, que cada vez mais vai assumindo a configuração de uma polícia política.

Uma vez mais, nós do público, ficamos com a impressão de que os grandes culpados são os fazendeiros, no noticiário confuso, equiparados aos madeireiros ilegais...

Só que a realidade sempre teima em vir à tona. E o que se descobriu, então? É que as grandes operações de desmatamento ilegal se dão exatamente nos assentamentos da Reforma Agrária, nas reservas indígenas e em terras da União.

Enquanto somos bombardeados pelas imagens publicitárias de policiais federais junto a imensas toras de madeira, por trás dos bastidores o governo Lula encobre os verdadeiros culpados. O próprio governo e seus aliados ideológicos.

Este é o país "sério" de que fala o Presidente Lula: ou seja o país dos "companheiros".

A denúncia de Kátia Abreu

Em contundente entrevista, concedida à jornalista Larissa Vieira da revista ABCZ (março/abril 2008), a revista brasileira do Zebu, a Senadora Kátia Abreu lança sérios ataques ao governo e, em particular, à Ministra Marina Silva:

  • ABCZ: Os produtores rurais foram apontados como um dos responsáveis pelo aumento do desmatamento na Amazônia. A senhora chegou a dizer que "há uma conspiração para esconder os principais protagonistas beneficiados com a devastação". Quem seriam esses beneficiados? Onde o governo tem errado?

    Kátia: Se você pegar toda a Amazônia legal, 76% de todo o território da região pertencem à União. E isso não é um dado meu, é do Incra. São unidades de conservação, parques nacionais, terras devolutas arrecadadas pelo Incra. Apenas 24% pertencem a produtores rurais. Será possível que todo esse crime [desmatamento] foi cometido nas terras dos produtores? Se de 24% da Amazônia, o produtor não pode produzir em 20% - índice referente à reserva legal, como a Marina Silva [ministra do Meio Ambiente] pode admitir com tanta veemência que são as commodities de carne e soja as responsáveis por este desmatamento? Com essa fala, ela acoberta três verdadeiros criminosos, que são: ela própria, a Funai e o Incra. São os madeireiros irregulares que estão devastando a área. Eles estão tirando a madeira das reservas da União. Eu pergunto a ela: por onde passaram essas madeiras? Para transportar madeira é preciso uma guia. Quem emitiu tanta guia para esse pessoal passar pelas estradas? Ela não pode se eximir da responsabilidade. Isso é no mínimo desonesto para não usar palavra pior. Ela tira o corpo fora e acusa um setor que é responsável por um terço do PIB, da exportação, do emprego. Será que ela acha que o Brasil vai viver do extrativismo apenas? Ela é ministra de Estado, tem mordomias e quer que as pessoas vivam no meio da mata subsistindo apenas do extrativismo.
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Salvar Ingrid Betancourt ou salvar as FARC?

Salvar Ingrid Betancourt ou salvar as FARC?
Diante da brutal e taxativa recusa das FARC em aceitar a missão médica francesa que se deslocou à Colômbia, para dar assistência médica a Ingrid Betancourt e a outros três reféns com saúde bem precária, esta foi obrigada a retornar a seu país.

O Presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciara a suspensão das operações militares no sudeste do país, a fim de permitir o desenrolar da missão médica francesa, apoiada pela Espanha e pela Suíça.

Nicolas Sarkozy, qualificou a "recusa uma grave falta política, além de uma tragédia", segundo informou o jornal El Tiempo de Bogotá (8.4.2008).

Dias antes, em discurso televisionado, o Presidente francês dirigira um apelo às FARC e a seu chefe, Manuel Marulanda, para que libertassem sem condições a ex-senadora. Sarkozy lembrou ainda que caberia única e exclusivamente às FARC a responsabilidade pela eventual morte da refém.

"Frente a essa situação, senhor Marulanda, o senhor precisa atender aos apelos da França e da comunidade internacional. Basta uma decisão sua para salvar a vida de uma mulher. Liberte Ingrid".

"Humanitarismo" e o terrorismo das palavras

Os apelos foram em vão. A recusa das FARC é o exemplo mais cruel de como as FARC tratam e consideram os seqüestrados: massa de manobra para suas chantagens políticas sobre a Colômbia e seu governo legítimo.

Não há um pingo de humanitarismo nos terroristas de esquerda, que, entretanto, não se cansam de falar em "solução humanitária".

Estes apelos "humanitários" fazem parte da própria operação terrorista.

O terrorismo, na verdade, não se limita à atuação bélica e criminosa das FARC. Há, para além disso - e, quiçá, bem mais perigoso - um terrorismo verbal, que deturpa fatos, altera conceitos, manipula palavras.

Tal operação terrorista é levada a cabo, antes de tudo pelas FARC, mas é coadjuvada por seus colaboradores, ativos ou passivos, como Hugo Chávez, Rafael Correa, Lula, etc. E muitas vezes a mídia não é alheia a tal operação.

Por isso se assiste a uma verdadeira inversão de valores.

Salvar as FARC

Em Paris, há dias, em uma marcha que pedia a libertação de Ingrid Betancourt, a presidente argentina, Cristina Kirchner, uma vez mais aproveitava para pressionar Uribe a aceitar as condições da guerrilha marxista.

Curiosamente, as FARC, as únicas criminosas e culpadas pelo seqüestro, são poupadas. Aliás, Cristina Kirchner sabe bem a quem serve! Afinal precisa retribuir os 800 mil dólares (dinheiro sujo) de colaboração que o verdadeiro patrono das FARC, Hugo Chávez, fez a sua campanha eleitoral.

Na mesma linha vão as declarações do marido de Ingrid Betancourt, Juan Carlos Lecompte, ao jornal O Estado de S. Paulo (2.4.2008). Lecompte esteve no Brasil, a convite do Partido Verde, e veio pedir a entrada de Lula nas negociações pela libertação de Ingrid.

A quem se dirigiram suas críticas? Às FARC, que seqüestraram e há anos torturam e maltratam a ex-senadora colombiana? Não! Criticou apenas o Presidente Uribe, por não ceder ante a chantagem do grupo terrorista.

Para ele, o Presidente, deveria estar disposto a desmilitarizar o território colombiano indicado pelas FARC, exigência da guerrilha para que se possa fazer algum "acordo humanitário".

Como vêem é sempre a mesma lenga-lenga: submeter todo um país e seu governo legítimo a uma chantagem político-militar das FARC, para fazer algum "acordo humanitário". Ou seja uma solução entreguista e uma capitulação diante do terrorismo. As FARC, em nome de um "acordo humanitário" dariam um passo fundamental para a tomada do poder pelas armas.

Por isso me pergunto: estas pessoas a quem querem na realidade salvar? A Ingrid Betancourt ou às FARC?

Libertação incondicional: única solução aceitável

Ora, é bom recordar, que Ingrid Betancourt foi seqüestrada exatamente devido a estas políticas capitulacionistas dos anteriores presidentes colombianos. As FARC tinham obtido um território desmilitarizado, e gozavam de ampla margem de manobra para consumar seus crimes, inclusive controlando largas dezenas de municípios onde o poder do Estado não tinha mais voz nem vez.

A ex-senadora, ligada à esquerda política, pretendeu demonstrar que as FARC não constituíam um verdadeiro perigo e que com elas era possível manter o diálogo. Por isso, desrespeitando todas as advertências das autoridades militares, decidiu entrar em território controlado pelos terroristas.

O longo calvário de seis anos, sob torturas físicas e psicológicas, nas mãos das FARC, constitui o mais assombroso desmentido a suas convicções "pacifistas" em relação ao terrorismo.

As FARC são uma organização terrorista e narco-traficante, de ideologia marxista, única responsável pelos atos criminosos do seqüestro de Ingrid Betancourt e dos mais de 700 reféns que, com ela, sofrem as agruras extremas do cativeiro.

Só uma solução é aceitável: a libertação incondicional de todos os reféns pelas FARC.

Indecência diplomática

Como não podia deixar de ser, Lula tinha que meter a sua colher. E, é claro, para pressionar o Presidente Uribe, desejando no mais breve prazo possível "uma solução humanitária que permita a pronta libertação dos reféns", segundo informa O Estado de S. Paulo. Em nota oficial, o Presidente ainda afirmou a convicção "de que é urgente salvar todos aqueles que se encontram em situação de risco extremo de vida".

As declarações de Lula, uma vez mais, revelam a indecência política que rege a atual diplomacia "companheira".

Porque Lula, em vez de pressionar Uribe, não exigiu que as FARC libertem incondicionalmente todos os reféns? O que Lula considera "solução humanitária"? Uma solução que ceda às exigências da guerrilha? Por que só falou da necessidade de salvar todos aqueles que estão em situação de risco extremo de vida? Os outros poderão permanecer seqüestrados e continuar a ser torturados?

É isto que qualifico de "terrorismo das palavras".

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terça-feira, 8 de abril de 2008

O óbvio, a primeira vítima dos intolerantes

O óbvio, a primeira vítima dos intolerantes
P
or vezes penso comigo mesmo que poderia dedicar alguns de meus posts a assuntos bem diversos.

Assuntos, sem dúvida, mais interessantes do que este apontar contínuo dos absurdos, das mentiras, das imposturas, dos golpes, dos atos de arbítrio de um governo que prima pela duplicidade, na busca de se perpetuar no poder.

Mas, quando uma casa está pegando fogo, não há muito tempo para a poesia, para a arte, para a cultura. Não resta muito tempo para divagar sobre outros temas e questões tão mais elevados e úteis ao intelecto e ao espírito humano.

É preciso alertar continuamente, advertir, chamar a atenção, apontar os locais do edifício onde em breve o fogo criminoso pode apresentar-se e destruir mais alguma coisa do arcabouço institucional em que vivemos.

Por este motivo me senti muito interpretado ao ler, há poucos minutos, um texto que Reinaldo de Azevedo escreveu em seu blog. Nada melhor do que publicar aqui o trecho principal, para compartilhar essa reflexão com todos:

  • "O PT nos impõe a nossa cruz feita de vulgaridade: falar do PT. Acreditem: não vemos a hora de tratar de outras coisas. Vocês acham que prefiro analisar um discurso do Babalorixá de Banânia a escrever um artigo sobre Fernando Pessoa? É melhor apontar a falta de sentido de uma fala de Tarso Genro ou se debruçar sobre uma encíclica papal? Acusar as contradições de Dilma Rousseff numa entrevista coletiva ou pensar a interação entre ciência e moral? Lula, acreditem, só nos desvia dos temas importantes. Porque somos obrigados a dizer o óbvio. O óbvio é sempre a primeira vítima dos intolerantes."

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

As "fronteiras" bolivarianas

As "fronteiras" bolivarianas
T
odos se lembram da gritaria contra o ataque do Exército colombiano ao acampamento do terrorista-mór das FARC, Raul Reyes.

A morte de Raul Reyes parece ter atingido não apenas o coração das FARC, mas do projeto político latino-americano, levado a cabo por Hugo Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Daniel Ortega e coadjuvado por Lula, Cristina Kirchner.

Cumplicidade ativa com as FARC

Como um só homem, todos reclamaram contra a violação das fronteiras equatorianas. De repente as fronteiras se tornaram sagradas. E a Colômbia insistiu no óbvio: as fronteiras devem ser respeitadas, é claro. Mas elas não podem ser um paravento para abrigar terroristas.

Ou seja, o governo do Equador não poderia utilizar o princípio da inviolabilidade das fronteiras como escudo para abrigar em seu território o quartel-general do nº 2 das FARC, Raul Reyes, de onde planejava ataques contra a Colômbia, e onde propiciava treinamento de táticas terroristas a elementos de diversos países.

Afinal, quem não respeitou as fronteiras, antes de tudo, foram as próprias FARC e o governo equatoriano, cúmplice ativo dos terroristas. Para não falar da Venezuela de Hugo Chávez, outro financiador do terrorismo, acobertador das FARC e ativo colaborador das mesmas.

A "gran Colombia" e o fim das fronteiras

Nas reuniões da OEA, entre os que mais reclamaram da inviolabilidade das fronteiras, estiveram, como é óbvio, Rafael Correa, presidente do Equador, e seu mentor Hugo Chávez. Os dois compartilham com as FARC o ideal "bolivariano", que comporta a implantação do socialismo do século XXI na grande pátria bolivariana.

A grande pátria bolivariana ou "gran Colombia" supõe a eliminação das fronteiras de diversos países. Entre eles, é claro, da Colômbia, cujo governo é necessário derrubar, inclusive pela força das armas.

A diplomacia "companheira" do Presidente Lula (fazendo coro a Correa e Chávez), naturalmente, só se preocupou com as fronteiras equatorianas, mas evitou críticas aos "companheiros" das FARC, os quais continua a não qualificar como terroristas. O que serão eles, então?

Talvez ainda surjam dados mais comprometedores para Lula. Há rumores de que os computadores de Raul Reyes registram a presença em acampamentos das FARC do Sr. Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais do Presidente. Este, como sempre, dirá que nada sabia...

As fronteiras, não são nada!

Mas, voltemos ao assunto. Talvez pela leniência com que são tratados pelo "companheiro" Lula, estes senhores das FARC se sentem na liberdade de ter um site voltado para o público brasileiro.

Entrei há pouco no mesmo e me deparei com um artigo relativo ao ataque certeiro que eliminou o terrorista Raul Reyes. Leiam e vejam o que os terroristas das FARC, em obediência a seu ideário político, pensam das fronteiras:

  • "Como símbolo da resistência, com a imagem de Manuel Marulanda em seu peito, Raúl Reyes caiu abatido nos confins da selva da Nossa América. Onde? Têm nos perguntado se foi na Colômbia ou no Equador. Caiu na Pátria Grande, dizemos, porque para um genuíno bolivariano as fronteiras traçadas sobre a terra da Awy Ayala não são nada além da maldade anti-bolivariana que pouco a pouco temos de arrancar pela raiz para que logo frutifique o sonho de unidade do Libertador."

Entenderam? As fronteiras para os "bolivarianos" (FARC, Chávez, Correa, Morales, etc.) não são nada! Devem ser eliminadas... mas lá estão eles na OEA gritando, de modo hipócrita, pela inviolabilidade das fronteiras.

Entendem agora porque falo neste blog de "cinismo democrático"? (Leia abaixo Cinismo democrático e Duplicidade diplomática).

É uma forma de fazer política: servir-se das instituições para destruí-las; servir-se dos mecanismos democráticos, para eliminá-los; servir-se dos tratados internacionais, para espezinhá-los.

Ironia do destino: o Exército colombiano ao atacar o acampamento de Raul Reyes "respeitou" o ideal bolivariano da eliminação das fronteiras. Se não há fronteiras para o terrorismo, não as há também para o combate ao mesmo.

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Aliança Governo-Oposição

Aliança Governo-Oposição
Nunca antes nesse País... se falou tanto de democracia e nunca ela foi tão fraudada.

Não, não vou falar das distorções, aviltamentos e fraudes que o atual governo tem infligido às instituições do regime democrático.

Vou falar da falta de oposição!

Esclareço desde logo que não me identifico com nenhum partido, motivo pelo qual me sinto à vontade para tecer comentários a respeito de qualquer um deles.

Divisão de semelhantes
Recuso-me a aceitar - como querem alguns - a divisão do país político em PSDB e PT. Uma divisão à qual se quer dar um alcance não apenas partidário, mas até social e de mentalidades.

Já se aventou até a possibilidade de um regime de alternância política entre os dois partidos, que acabasse por eliminar as demais organizações partidárias.

Tal divisão não se sustenta, pois o PSDB - pelo menos em boa parte - é afim ao PT e a seu projeto político. Seria a célebre divisão entre o seis e a meia dúzia.

É, pois, inadmissível tal reducionismo!

Oposição governista
A oposição do PSDB tem sido tímida e frouxa, por vezes meramente de fachada. Mais ainda, essa oposição nas horas críticas tem salvo o Presidente Lula.

O exemplo mais significativo se deu no auge do Mensalão, diante das escandalosas revelações de Duda Mendonça, quando a oposição desencorajou o presidente nacional da OAB de apresentar o pedido de impeachment já redigido por aquele.

Agora a CPI dos cartões corporativos parece um show para a platéia a fim de poupar PT e PSDB.

Uma análise mais acurada da realidade política mostra uma continuidade entre o projeto do PSDB e do PT. Afinal FHC se disse muito emocionado ao dar posse a Lula.

Teste mineiro
Minas é conhecida por seu tato político, por sua habilidade em promover articulações.

Ora, é precisamente em Minas que, neste momento, algo de muito importante se está testando (e gestando), que poderá ser altamente prejudicial à autenticidade e legitimidade do regime democrático.

Avança em Minas uma aliança PSDB-PT, com vistas à eleição municipal, aliança eleitoral "ousada e inédita" no dizer de Aécio Neves. Há as justificativas locais ("aliança em favor da cidade", no dizer do tucano), mas... mas há outras não enunciadas.

Parece evidente que se testa em Belo Horizonte uma aliança para uma futura solução presidencial ("aliança em favor do país" se dirá). Será por acaso que, há dias, Aécio Neves afirmou que, no caso de ser candidato à Presidência, não será o anti-Lula mas o pós-Lula? É esta a oposição (?!), ou pelo menos a parte mais significativa dela.

Fraude à essência do regime democrático
Não há democracia sem oposição. Quando a oposição de tal forma defrauda os anseios daqueles que nela votaram ou que nela depositam suas esperanças, está traindo a representatividade e ajudando a demolir um dos princípios básicos do regime dito democrático.

O País assistiria à aliança do governismo com a oposição e à criação de uma força hegemônica a dominar alternadamente o poder. Fora de dúvida um despotismo travestido de democrático.

Escória da política
Diz o povo que o "peixe morre pela boca", em alusão ao fato de que é quando abre a boca para comer a isca que o peixe morde o anzol.

Metaforicamente o ditado se refere aqueles que falam de modo inconseqüente e irrefletido e acabam se condenando por suas palavras.

Ciro Gomes é desses políticos que "morre pela boca". Célebre por suas afirmações desaforadas, proferiu mais algumas a respeito desta nova aliança. São reveladoras:

"Aqui o que eu vejo é que a escória da política não tem espaço. A hegemonia moral e intelectual que preside esse movimento que Minas está fazendo é tão eloqüente e importante que a escória da política deve estar apavorada com isso".

A afirmação, como disse é reveladora, pois dá a entender que quem está fora da aliança é "escória da política". Ou seja uma postura que fala a favor da tal hegemonia despótica que mencionei.

Mas Ciro Gomes acrescentou: "Eu me refiro a todos os setores que põem o interesse público de lado e negociam fisiologicamente frações de poder, de cargos, de emendas, de safadezas e de ladroeira".

Ora... esta é a descrição perfeita do governo Lula e de seu partido. Afinal um governo e um partido que têm uma quadrilha sendo processada no STF. Se somarmos a isso tudo o que o PT diz do PSDB está perfeitamente traçada a "hegemonia moral" de que fala Ciro Gomes... é por isso que o "peixe morre pela boca".

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segunda-feira, 17 de março de 2008

Terrorismo premiado

Terrorismo premiado
A propaganda, item no qual o atual governo é especialista, criou um logotipo: Brasil, um país de todos!

Mas, como já tive oportunidade de dizer aqui, o que se está construindo é um Brasil, país de poucos.

Sim, poucos que "aparelham" a máquina do Estado, por pertencerem a um partido; poucos que administram imensas máquinas de corrupção e ficam impunes; poucos que violam a estabilidade legal sem serem importunados; poucos que são premiados pelos crimes que cometeram, etc.

Prêmio ao terrorismo
Nestes dias uma revelação chocou o público, ou pelo menos quem ainda tem valores e um mínimo senso de justiça.

O antigo terrorista da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Diógenes Oliveira, ganha do Estado uma pensão vitalícia de 1.627 reais, além de embolsar 400.000 reais referentes a pagamentos atrasados.

Uma das vítimas de seus atos terroristas, Orlando Lovecchio Filho, que teve esfacelada uma de suas pernas, há quatro anos passou a receber uma pensão por invalidez de 571 reais.

Assim se premia o terrorismo! Diante disso, quem ainda pode estranhar as atitudes complacentes de nossa diplomacia e do Presidente Lula com o terrorismo das FARC? (Leia abaixo Duplicidade diplomática e Neutralidade dos covardes).

Os excluídos do Presidente
A matéria de Veja (19.3.2008) Terror premiado, assinada por Alexandre Oltramari fala por si:

  • "O Brasil continua vivendo o paradoxo de premiar quem deveria ser punido e punir quem deveria ser premiado. Em 1968, Orlando Lovecchio Filho, então com 22 anos, foi vítima de um ato terrorista. Uma bomba detonada por militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), um grupo terrorista de esquerda, dilacerou uma de suas pernas, que teve de ser amputada. A ação tinha como alvo o consulado americano em São Paulo. Mutilado, Lovecchio, a vítima, teve de abandonar o sonho de se tornar piloto comercial e, há quatro anos, passou a receber do INSS uma pensão por invalidez no valor de 571 reais. Na semana passada, o colunista Elio Gaspari, dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo, revelou que o destino, ou melhor, o estado brasileiro foi bem mais generoso com um outro personagem da história. Diógenes Carvalho Oliveira, o autor do atentado, recebeu do governo federal a confirmação de sua aposentadoria como vítima da repressão durante o governo militar. Além de uma pensão vitalícia de 1 627 reais, Diógenes vai embolsar 400 000 reais referentes a pagamentos atrasados. Um prêmio, sem dúvida, ao absurdo.

    Depois do atentado, Diógenes ainda participou de cursos de treinamento em explosivos em Cuba, atacou quartéis do Exército e esteve envolvido na execução de um americano considerado suspeito. Preso, ele foi torturado pelos agentes do governo e, depois, libertado em troca do cônsul do Japão em São Paulo, que havia sido seqüestrado pela guerrilha. O terrorista fugiu para o México, viveu na Europa e passou três anos na África. De volta ao Brasil, foi filiado ao PT até sua voz aparecer em uma gravação na qual pedia ao chefe da polícia do Rio Grande do Sul que aliviasse a repressão aos bicheiros gaúchos. ....

    Ao saber do prêmio dado ao terrorista, ele [Lovecchio] apenas lamentou e disse que já escreveu três cartas ao presidente Lula para pedir que seja criada uma lei que garanta os mesmos benefícios às vítimas da guerrilha. "Não quero vantagem nenhuma. Só igualdade e justiça", diz ele. As cartas nunca foram respondidas."

Vejam bem, terrorismo, PT, bicheiros... é este o Brasil, país de poucos!

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domingo, 16 de março de 2008

Conselho de Defesa... do terror?

Conselho de Defesa... do terror?
O Presidente Lula lançou na praça um novo projeto: o Conselho de Defesa da América Latina.

Foi durante a visita ao País da Secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleeza Rice. A idéia, na verdade, é a elaboração de projetos de defesa comum para a região, enunciados por Hugo Chávez. E, no fundo, a concretização de metas do Foro de São Paulo.

Para justificar seu plano, o Presidente disse que um organismo desse tipo pode tornar "mais eficaz" a solução de crises como a que envolveu a Colômbia e o Equador, a propósito do ataque ao acampamento terrorista do líder das FARC, Raul Reyes.´

Vejamos o que o Presidente entende por soluções "mais eficazes".

Chávez promotor do terrorismo
Lula decidiu apresentar seu plano, antes de tudo, a Hugo Chávez. O fato é simplesmente espantoso.

Primeiro, porque Hugo Chávez está promovendo uma corrida armamentista desproporcionada e que chama a atenção de todos os especialistas. As atitudes belicistas de Chávez durante a atual crise demonstram que sua intenção é desestabilizar militarmente a região.

Em segundo lugar, é estranho que Lula vá propor a Chávez um Conselho de Defesa da América Latina, para resolver crises como a atual, quando Chávez está sendo apontado como o grande financiador das FARC e, portanto, do terrorismo.

Como fazer um Conselho de Defesa da América Latina com um Estado promotor do terrorismo? Será um Conselho de Defesa... do terror?

Era natural que Lula tivesse de início exposto seu plano à Argentina, pela importância das relações entre os dois países. Ou, então, ao governo da Colômbia, vítima de uma guerra terrorista. Mas não, Lula foi-se acertar com seu "companheiro" Chávez.

Evitar a OEA e pressionar a Colômbia
Traduzindo o plano de Lula:

Lula quer criar um outro organismo, para evitar a OEA, onde não conseguiu impor a tão desejada condenação à Colômbia.

Em seu mal disfarçado anti-americanismo, Lula deseja ainda o afastamento dos Estados Unidos dos assuntos regionais. A intenção só pode ter um motivo ideológico e estratégico, pois, pela importância da relação de todos os países da região com os Estados Unidos, tal alijamento não faz sentido.

Cabe ainda frisar que se os Estados Unidos não tivessem dado seu apoio ao governo legítimo da Colômbia, este país continuaria a ser vítima do caos terrorista, acobertado e promovido por governos como o de Chávez e o de Correa no Equador, e beneficiado pela complacência mal disfarçada de governos ditos moderados, como o de Lula.

Lula quer, além disso, poder pressionar o governo de Álvaro Uribe a aceitar as chantagens das FARC, incluindo a entrega a estas de um território desmilitarizado dentro da Colômbia. É isto que ele qualifica de soluções "mais eficazes" de crises como a atual.

É que, afinal, o governo Lula proclama sua "neutralidade" diante das FARC. Como se neutralidade não fosse cumplicidade (tratei do assunto no post abaixo Neutralidade dos covardes) .

Entrave ao projeto bolivariano
O que parece claro é que a Colômbia se tornou o grande entrave ao projeto expansionista de Socialismo do século XXI, de Hugo Chávez. Plano que tem como um dos elementos ativos o terrorismo das FARC (e grupos similares). Projeto esse acobertado, entre outros, por Lula.

Por isso a diplomacia brasileira está incomodada com o princípio enunciado, com clareza, pela Secretária de Estado dos Estados Unidos em sua visita ao País: "Fronteiras são importantes, mas as fronteiras não podem se tornar meios pelos quais terroristas se escondem e se envolvem em atividades de matar civis".

Afinal, o ataque militar empreendido pelo governo de Álvaro Uribe ao acampamento terrorista das FARC no Equador deixou claro que a "aliança bolivariana" não poderá transformar seus territórios em santuários do terror.

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Neutralidade dos covardes

Neutralidade dos covardes
Não cessou a crise diplomática, desatada a partir do ataque do Exército colombiano à base das FARC instalada no Equador.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, ao visitar o local do acampamento atacado, afirmou que o mesmo tem todos os sinais de ser um acampamento estável. O que deixa ainda mais comprometido o governo de Rafael Correa.

Até o momento, do ponto de vista diplomático, como também militar, o grande vencedor foi o Presidente Álvaro Uribe, da Colômbia.

Neutralidade impossível
Todos falavam em condenar e isolar seu governo. Mas neste momento estão isolados os governos de Chávez (Venezuela) e de Correa (Equador). Afinal, todas as provas apontam para uma forte colaboração e promoção ao terrorismo, por parte destes dois governos.

A tão decantada integração latino-americana, um claro projeto ideológico de esquerda, trombeteado por Chávez (projeto bolivariano) e acalentado por Lula, está rachado. Afinal, será possível Lula continuar a defender, com desfaçatez, que um regime, como o de Chávez, que dá centenas de milhões de dólares para o terrorismo, tem excesso de democracia?

Para os países latino-americanos está colocada uma questão delicada: qual a posição que vão assumir perante terroristas como os das FARC? Lula e sua diplomacia companheira falam em neutralidade. Será sustentável?

Neutralidade quer dizer cumplicidade, já tive oportunidade de apontar no post abaixo (leia Duplicidade diplomática).

Cúmplices por omissão
O jornalista Augusto Nunes, publica no Jornal do Brasil (12.março.2008) uma análise, significativamente intitulada Os nostálgicos do pesadelo. Os dilemas do momento, inclusive do governo do Brasil, estão muito bem enunciados:

  • "Hugo Chávez brincava de apresentador de TV, na tarde de 1º de março, quando a mão da desgraça bateu à porta do estúdio em Caracas, para transmitir-lhe a notícia medonha.

    Surpreendido pelo ataque aéreo do exército colombiano a uma base das Farc no Equador, morrera na madrugada daquele sábado o companheiro Raúl Reyes - amigo de fé, terrorista de muita competência, grande parceiro de negócios no ramo da compra e venda de gente seqüestrada. ....

    Trocou o sorriso de animador de auditório pela carranca beligerante, anunciou a ruptura unilateral de relações diplomáticas com a Colômbia, ordenou o imediato deslocamento para a fronteira de 10 divisões do exército - "com tanques", especificou - e declarou-se pronto para a troca de chumbo. "Ouço as trombetas da guerra", balbuciou Fidel Castro à beira da sepultura. ....

    Chávez não queria apenas vingar a morte de Reyes, "um grande combatente".... O colérico venezuelano também queria, simultaneamente, punir o desafeto Álvaro Uribe ("um cachorro dos Estados Unidos") e mostrar ao equatoriano Rafael Correa ("um leal companheiro bolivariano") que atacar uma filial da Venezuela equivale a atacar a matriz. ....

    Confiante no padrinho, o afilhado copiou-o tanto no luto fechado quanto na retórica incendiária. "A soberania territorial equatoriana foi violada por um governo canalha", enfureceu-se. Algo a dizer sobre a transformação de um pedaço do seu país em santuário da organização narcoterrorista? "Problema da Colômbia, que não sabe controlar o próprio território", desdenhou Correa. ....

    "O que houve foi um massacre de homens que dormiam desarmados", derramou-se Correa no terceiro dia de luto. Como os chefes de governo da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua e de Cuba, também o presidente equatoriano enxerga numa infame organização narcoterrorista apenas "uma força insurgente, com um programa político a executar". Entusiasmado com a estréia como protagonista no teatrão cucaracha, Correa nem percebeu que o comandante-em-chefe, depois de ter perdido a voz, recuara furtivamente da frente de batalha para o fundo do palco.

    Na reunião da OEA, Chávez portou-se com a discrição recomendada ao governante de um país cujo território só tem sido violado por invasores financiados por petrodólares venezuelanos. Durante o encontro do Grupo do Rio em Santo Domingo, recomendou prudência aos vizinhos que partilham a zona conflagrada e pregou a paz entre os homens do continente. ....

    O anfitrião Leonel Fernández pediu que todos se abraçassem. Até então empenhados num diálogo carregado de insultos, Uribe e Correa trocaram o mais constrangido dos cumprimentos. Tudo terminara bem, decidiram os participantes da cena surreal. Tudo continua sem solução, informa a vida real.

    "Também se viola a soberania quando, a partir de um país, um grupo terrorista ataca um vizinho", argumentara Uribe minutos antes, olhando nos olhos o presidente do Equador. "Não admito que o legítimo direito da Colômbia de combater uma organização terrorista seja mostrado como um massacre contra anjos de pijama. Não use comigo o cinismo que têm os saudosos do comunismo".

    Compreensivelmente, ninguém aplaudiu. A mensagem de Uribe pode ser endereçada, sem retoques, a todos os países da América Latina. Os que apóiam as Farc são cúmplices por ação. Cúmplices por omissão são os que testemunham, com a neutralidade dos covardes, a luta entre o governo democrático e um grupo terrorista. Como o Brasil. "
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segunda-feira, 10 de março de 2008

Duplicidade diplomática

Duplicidade diplomática
Estou de volta ao Blog!

Após uma ausência involuntária, retomo os comentários que aqui costumo fazer.

Gostaria de abordar a crise que atingiu a América Latina, na última semana. Crise que alguns dizem estar encerrada, com o aperto de mão dos Presidentes na República Dominicana, na reunião do Grupo do Rio. Para mim essa crise ainda se prolongará.

Repúdio popular às FARC
O Presidente Álvaro Uribe, foi eleito com extrema popularidade (e reeleito), com uma agenda clara de acabar com o grupo narco-terrorista marxista das FARC. Uribe decidiu encerrar a política desastrosa de concessões à guerrilha, que afundou a Colômbia no caos durante décadas.

O repúdio da população aos terroristas das FARC e o apoio à política conduzida por Uribe teve, muito recentemente, uma demonstração sem igual. Mais de dez milhões de colombianos saíram às ruas, em muitas cidades, para dizer "Não às FARC".

Nossa imprensa (sempre imparcial!) não viu, ou distorceu o noticiário.

FARC buscam abrigo em países vizinhos
O grupo terrorista, sem qualquer apoio popular, foi sendo desmantelado militarmente e acuado passou a procurar abrigo em países (como Venezuela e Equador), em que os respectivos governos lhes deram apoio político e até militar.

Raul Reyes, o número dois da organização terrorista, tinha instalado há bom tempo seu sofisticado acampamento para direcção de suas acções criminosas, dentro do território equatoriano.

Foi aí que as Forças Armadas colombianas o atacaram e mataram.

E a soberania da Colômbia?
Iniciou-se uma gritaria diplomática contra o governo colombiano, pela "grave" violação da soberania do Equador. Como se a Colômbia tivesse atacado o país vizinho e seu povo, na intenção de estabelecer-se em seu território.

A gritaria foi reveladora. A agressão à soberania equatoriana era o pretexto; a razão verdadeira era o golpe certeiro ao coração do terrorismo, fato que desagradou a muitos.

Curiosamente, de Lula a Chávez, todos "esqueceram" as FARC e o escândalo de estas atacarem a Colômbia a partir do território de países vizinhos. Essa, sim, uma grave e periogosa violação da soberania.

Atitude diplomática dúbia
Lula, como sempre, quis aparecer como o grande líder regional, a voz da moderação. Mas a diplomacia conduzida por seu governo foi, uma vez mais, ambígua.

Enquanto clamava por uma diminuição das tensões, Lula apenas condenou a Colômbia, exigindo desculpas incondicionais do governo Uribe. Não faltaram também críticas aos Estados Unidos, como incendiários da situação. As FARC (terroristas) foram sistematicamente poupadas. Para Lula elas não são incendiárias nem violam a soberania... é isto que chamo de "cinismo democrático" (ver abaixo o post Cinismo democrático).

O assessor presidencial para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, em entrevista para o Le Figaro, de Paris, justificou a mobilização de tropas de Hugo Chávez e declarou que o governo brasileiro é "neutro" diante das FARC.

Não há neutralidade perante o terrorismo e seus crimes hediondos. Neutralidade só tem um nome: cumplicidade.

O lado B da diplomacia
A revista Veja (12.março.2008), em artigo intitulado O lado B da diplomacia, revela bem essa duplicidade de Lula e de sua diplomacia:

  • "No auge da crise Colômbia-Equador, enquanto o governo brasileiro se empenhava na tentativa de baixar a temperatura, o assessor da Presidência da República Marco Aurélio Garcia se esforçava para elevá-la. Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o encarregado de Lula para assuntos internacionais elogiou o envio de tropas pela Venezuela e pelo Equador à fronteira com a Colômbia, fez cafuné nas Farc ao dizer que o Brasil não classifica a organização como terrorista, mas tem uma posição "neutra" em relação a ela, e cobrou (mais) desculpas de Bogotá pela invasão do território equatoriano. Ao deixar Marco Aurélio morder em público, enquanto assopra nos bastidores, Lula exercita seu conhecido estilo ambíguo: age pragmaticamente com correção, mas não deixa de fazer umas embaixadinhas para a platéia. Nesse caso, uma platéia nacionalista, castrista, chavista e simpática à narcoguerrilha, que tanto o presidente quanto Marco Aurélio conhecem muito bem.

    Em 1990, inspirados por Fidel Castro, Lula, então presidente do PT, e seu hoje assessor especial fundaram o Foro de São Paulo, grupo que reúne partidos e organizações latino-americanos de esquerda em torno de três ideologias: o antiamericanismo, o nacionalismo de cunho autoritário e a solidariedade à Cuba castrista. ....

    É fato que muitas das posições defendidas pelo Foro são adotadas em parte ou no todo por governos de esquerda no continente. O próprio governo Lula tem atitudes que sugerem a influência, em graus variados, dos radicais do Foro – esse "filho nosso", como Lula chamou a entidade no discurso que fez em 2005, em São Paulo, em comemoração a seus quinze anos de existência. ....

    A relação de Lula com o Foro, diz o sociólogo, é mais uma mostra da duplicidade de orientação que caracteriza a política externa brasileira, que tem como corolário uma série de "omissões vergonhosas" da parte do governo petista. Exemplifica Magnoli: "Por causa dessa política ambígua de Lula, o Brasil condena os seqüestros e assassinatos cometidos pelas Farc, mas não diz que a organização é ilegítima. Posa de mediador nas crises, mas não critica o fato de Chávez interferir na política interna da Colômbia nem repreende o uso de territórios da Venezuela e do Equador pelos guerrilheiros". "

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