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terça-feira, 28 de julho de 2015

O espantalho das mudanças climáticas

O espantalho das mudanças climáticas


Nesta época de um omnímodo relativismo religioso, moral, político, social, cultural, etc., certezas científicas tidas como incontestes – quase as chamaria de “dogmas” – têm sido brandidas para justificar a necessidade imperiosa de uma revolução radical na sociedade, nas relações políticas e sócio-econômicas, nas formas culturais e até nos modos de ser e de comportar-se dos indivíduos. Tudo na linha de um crescente estatismo – de uma governança mundial, sugerem alguns – de cunho altamente socialista e nivelador, de um estranho “decrescimento” rumo a uma sociedade eufemisticamente designada como “sóbria” (melhor talvez fosse designá-la de miserabilista).

“Dogmas” espantalhos
Assim como outrora, nas propriedades rurais, os espantalhos eram colocados para afugentar os pássaros que vinham assolar os campos cultivados, esses “dogmas” científicos – como, por exemplo, o “aquecimento global” e sua plêiade de hipotéticas desgraças futuras – se tornam verdadeiros espantalhos a atormentar nossa existência diária e a condicionar nossos comportamentos.

Como muitos de nós não possuímos formação científica suficiente para discernir acertos ou erros de tantas dessas “certezas”, corremos o risco de nos tornarmos joguetes nas mãos de homens e de teorias muito extremadas… e pouco científicas.

Cuidado com os falsos profetas
Por este motivo quis hoje trazer ao conhecimento dos leitores do Radar da Mídia uma matéria estampada no New York Times e reproduzida no caderno de Ciência da Folha de S. Paulo (27.jul.2015). O título é sugestivo: "Relação entre mais calor e doenças não é clara". E o subtítulo completa a ideia: "No que se refere à saúde, ainda não se sabe se aquecimento global de fato é uma ameaça".

Na verdade, o “aquecimento global” antropogênico, ou seja, fruto da ação humana, é muito contestado em meios científicos. Diante de certas evidências incômodas, os “aquecimentistas”, jeitosamente, foram mudando seu discurso para “mudanças climáticas”, o que lhes dá um campo de manobra bem mais amplo, pois tudo em tese justifica suas “certezas”.

A história do mundo regista muitas mudanças climáticas, aliás, inerentes ao ciclo vital do Universo. O problema para os “aquecimentistas” é provar que a ação humana gerou tais mudanças. Para evitar comprovações, agitam eles espantalhos de males futuros (secas, doenças, pragas, mortes, etc.). Entretanto, uma vez mais, pesquisas científicas desmentem seus modelos hipotéticos.

Tenhamos, pois, cuidado com aqueles falsos profetas que, em nome de pretensos “dogmas” científicos, nos tentam impingir mudanças sociais, políticas, culturais e até espirituais.

Vamos, então, à leitura do mencionado artigo:

  • "Mudanças climáticas são uma ameaça à saúde humana?

    A lógica poderia sugerir que a resposta é sim: o presidente dos EUA, Barack Obama, usa isso para conseguir apoio para tornar as mudanças climáticas o ponto central de seus últimos meses de governo.

    Na lista da Casa Branca, os casos de asma vão piorar, as mortes ligadas ao calor aumentarão e o número de insetos transmissores doenças, antes confinadas aos trópicos, também. Mas esses pontos expressam uma certeza que muitos cientistas dizem ser ainda inexistente.

    Climas quentes têm efeito na saúde, mas a temperatura é só parte de um conjunto muito complexo de forças.

    Por exemplo, as viagens pelo globo e o comércio –e não mudanças climáticas– trouxeram os primeiros casos de chikungunya para a Flórida.

    As temperaturas podem estar subindo, mas a quantidade de mortes pelo calor, não. O progresso ajuda na adaptação –o fato de o arcondicionado estar mais comum e os tratamentos para doenças do coração, por exemplo.

    Como afirma Patrick Kinney, diretor do programa de clima e saúde da Universidade Colúmbia, ainda é difícil estabelecer causalidades.

    Um estudo comparando Laredo, no Texas, e uma cidade do outro lado da fronteira do México descobriu que a incidência de dengue era muito maior no México, apesar de os mosquitos que transmitem a doença serem mais abundantes no Texas. No Texas, há ar condicionado e janelas que fecham bem, dizem os pesquisadores.

    No Canadá, o número de áreas com carrapatos subiu de duas para treze desde 1997. Insetos como carrapatos e mosquitos não podem regular sua temperatura corporal, por isso são muito sensíveis às temperaturas. Mas o número de carrapatos tem aumentado mais ao sul também, como na Virgínia e na Carolina do Norte, e isso parece ter pouco a ver com o clima.

    Ben Beard, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, diz que o reflorestamento e o aumento da população de veados e pessoas podem ser mais preponderantes. "Provavelmente não é o clima."

    Mas mesmo falar sobre o calor é complicado. Uma revisão recente da mortalidade por calor nos EUA descobriu que a taxa de mortes relacionadas às altas temperaturas diminuiu para menos da metade dos anos 1987 a 2005.

    Em maio, um estudo do "The Lancet" analisou 74 milhões de mortes de 1985 a 2012 em mais de dez países e descobriu que cerca de 8% das mortes foram causadas por temperaturas anormais. Dessas, a taxa de mortes pelo frio (mais de 7%) é muito maior do que a de calor (0,42%).

    Riscos para a saúde por causa da mudança climática são fundamentalmente locais. Os perigos do calor são maiores em Nova Deli do que em Nova York, não porque é mais quente na Índia, mas porque menos gente tem eletricidade, casas resistentes e cuidados médicos modernos. O que torna difícil tirar conclusões".

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Terra vai esfriar!

A Terra vai esfriar!
Não se espante com a afirmação, mas é o que dizem cada vez mais cientistas do mundo inteiro, que contestam a teoria do chamado efeito estufa ou aquecimento global.

A "realidade" do aquecimento global, fruto da ação devastadora do homem, está tornando-se um dogma, ideológico e propagandístico, com larga aceitação na mídia... mas pouco embasamento científico.

Histórias dramáticas de catástrofes climáticas tornam-se notícias de jornal e a televisão e o rádio dedicam-lhes horas de transmissão, atribuindo gratuitamente sua origem ao "aquecimento global". Enquanto isso, políticos e grupos eco-fanáticos aproveitam a oportunidade para reafirmar suas teses ideológicas.

Imprecisões científicas do IPCC
Em abril de 2007 o Inter-governmental Panel of Climate Change (IPCC), o painel da ONU sobre o clima, previu conseqüências desastrosas para o Planeta, devido ao aquecimento global.

Entretanto, muitos cientistas, ligados ao próprio IPCC, passaram a denunciar a inexactidão das conclusões científicas do painel sobre o clima e a revelar a forte politização do relatório, uma vez que além de cientistas, o processo de elaboração do relatório recebeu a colaboração de representantes de governos, indústrias e organizações ambientais, todos eles comprometidos com agendas políticas.

O próprio IPCC chegou a recuar em muitas de suas conclusões "científicas".

Extinção voluntária da Humanidade
A mídia criou um falso consenso a respeito do dito aquecimento global. Com base nessa "histeria", passou a assistir-se a uma verdadeira ofensiva contra o progresso e a civilização.

A "solução" seria a realização da utopia ecologista (do pesadelo ecologista, seria melhor dizer) de uma sociedade igualitária, baseada na recusa do sadio progresso e do crescimento econômico, na diminuição forçada da população mundial, nutrindo-se de uma cadeia alimentícia primária, consumindo muito menos, e compartilhando formas primitivas de existência.

Nessa trilha, as propostas chegam a graus de radicalidade extremos. Alan Weisman, da Universidade do Arizona, propõe universalizar a política chinesa do filho único, pois segundo ele a maior fonte de poluição é a duplicação do próprio ser humano.

E o Movimento de Extinção Voluntária da Humanidade (VHEMT) convoca os seres humanos a parar de se reproduzir, causando a extinção gradual da espécie, para que o "planeta volte aos poucos à sua antiga glória".

Tais propostas radicais, devem-nos fazer pensar sobre os interesses ocultos por trás dessa "teoria" tão questionável.

Qual o papel do gás carbônico?
Será que o mundo está mesmo à beira da catástrofe, anunciada por alguns, como o ex-presidente Al Gore?

Essencialmente, a teoria do efeito estufa ou do aquecimento global afirma que a queima de combustíveis e outras ações humanas, como a expansão da agro-pecuária, estão dando origem a um acúmulo excessivo de gás carbônico na atmosfera. Esse acúmulo seria responsável pela alteração do clima e a acentuação de fenômenos meteorológicos catastróficos.

Entretanto, segundo muitos cientistas o aumento do gás carbônico na atmosfera não é causa da elevação de temperatura mas sim fruto da mesma. A causa do aquecimento seria outra, que nada tem a ver com a conservação ambiental, e o aumento de temperatura seria cíclico e não se manteria indefinidamente.

O jornal Folha de S. Paulo (15.fev.2008), em seu caderno de Ciência, noticia que um grupo de cientistas, entre os quais José Carlos Azevedo, ex-reitor da UnB, entregou ao Ministro da Ciência e Tecnologia um documento em que questionam a influência da ação humana nos fenômenos das mudanças climáticas globais:

  • " "A conservação ambiental não tem nada a ver com o aquecimento global, esta é a nossa principal mensagem", disse Luis Carlos Molion, diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Ufal (Universidade Federal de Alagoas). Os integrantes do grupo afirmam ser "céticos sobre a existência do aquecimento global".

    Os dados apresentados ontem fazem parte do projeto internacional Cloud, que reúne 24 instituições de ensino universitário de dez países para analisar a influência de raios cósmicos na atmosfera e no clima da Terra.

    Baseados em dados desta iniciativa, os signatários do relatório entregue ao MCT afirmam que dentro de 20 anos a temperatura do planeta estará mais baixa e questionam as conclusões do IPCC, o painel da ONU sobre mudança climática que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007. Os dados do painel seriam "alarmistas" e o Protocolo de Kyoto, "inútil".

    "O que nós queremos é mais democracia para debater o assunto, só uma voz tem lugar na imprensa hoje", afirmou o economista Mark Lund. ....

    O IPCC, dizem os "céticos", não levaria em conta dados sobre o comportamento da temperatura do planeta há centenas ou milhares de anos e partiria de premissas equivocadas. "Há interesses financeiros por trás do IPCC, a gente não consegue trazer a verdade", disse Fernando Mendonça, ex-presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

    O aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera, afirmam, seria resultado, e não causa, da elevação da temperatura. O aquecimento da atmosfera, segundo o documento, é fruto dos raios cósmicos. "
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