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domingo, 3 de agosto de 2008

F@ARC os emails que comprometem

F@ARC os emails que comprometem
Já notaram que baixou um silêncio quase sepulcral sobre as revelações estampadas pela revista colombiana Cambio, a respeito da colaboração escandalosa de integrantes do governo Lula com o grupo terrorista das FARC?

O silêncio, que não conseguiu esconder o mal estar, começou pelas evasivas ou explicações pouco convincentes partidas de círculos oficiais. E foi completado pelo sepultamento quase completo do assunto por boa parte da mídia em que reina a "ética" do oficialismo.

Constragimento dos emails que "não provam nada"
Diante de material tão comprometedor para o governo, seria compreensível uma verdadeira corrida do jornalismo investigativo. Não... silêncio.

Mais ainda, a jornalista Eliane Cantanhêde, no jornal Folha de S. Paulo (3.ago.2008), ultrapassa a barreira do silêncio e assume, a bem dizer, o papel de porta-voz do lulopetismo no poder. Em artigo intitulado Fantasmas a colunista da Folha afirma que os emails "não têm conteúdo prático" e "não há referência a gestos, ações ou movimentos concretos que caracterizem uma aliança com a guerrilha".

Falso! O que se verifica é que o material divulgado se refere exatamente a ações de interesse dos terroristas das FARC, algumas delas bem sucedidas e com apoio de pessoas influentes do governo.

Mas em seu afã de desqualificar a documentação publicada, Eliane Cantanhêde tropeça. Diz ela: "Enfim, os e-mails da guerrilha não provam nada, a não ser que setores do governo Uribe estão doidos para constranger o governo brasileiro. E estão conseguindo". Como é possível que setores do governo Uribe estejam conseguindo constranger o governo brasileiro, se os emails da guerrilha não provam nada? Estranho... muito estranho.

Informações requentadas, armação...
Mas vamos agora às "explicações" do mundo oficial.

Para a ministra Dilma Roussef a matéria da revista Cambio é "requentada" e por isso não tem importância. Requentada ou não, o fundamental é saber se é verdadeira. Será que informação "requentada" sobre crime real deixa de ter importância?

Além disso, a ministra parece ter "esquecido" que a revista Cambio nada mais fez do que citar parte do material entregue recentemente pelo governo colombiano ao governo Lula, sobre as conexões das FARC no Brasil. Será que tais informações também são "requentadas"?

Por seu lado, Marco Aurélio Garcia, o assessor internacional da Presidência, negou à Folha de S. Paulo (2.ago.2008) qualquer vínculo do governo e do PT com as FARC e disse que "o tempo vai mostrar que tudo isso é uma grande armação".

Se tudo é uma grande armação, porque o governo Lula não desmonta de imediato e documentadamente tal armação? Porque só o tempo vai resolver isso? Pelo esquecimento?

Disputa pelo poder, outra justificativa
Além disso, o jornal O Estado de S. Paulo (2.ago.2008), noticiou que, após três reuniões com assessores diretos e integrantes do Itamaraty, o Presidente Lula teria chegado à conclusão de que a reportagem da revista Cambio reflete uma briga interna pelo poder na Colômbia.

Tentem, por favor, entender a lógica, porque a ilação não é fácil.

Haveria uma disputa entre o presidente Álvaro Uribe e o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, provável candidato à sucessão presidencial.

Como Uribe estaria perto de esmagar militarmente as FARC e obrigá-las a uma negociação que levasse à sua dissolução, não teria dificuldades em obter um terceiro mandato, prejudicando as aspirações de Santos.

Diante dessa eventualidade, o ministro da Defesa colombiano teria difundido os documentos de relações comprometedoras do governo Lula com as FARC, através da revista Cambio. Por tal motivo, as informações estariam desqualificadas.

Entenderam a lógica? Eu também não! Mas no lulopetismo as explicações são assim.

Outra explicação: a "vingança" colombiana
Na sistemática e detalhada reportagem F@ARC os e-mails que comprometem, assinada por Alexandre Oltramari, a revista Veja (6.ago.2008) reproduz mais uma das "explicações" emanadas do oficialismo governista.

Assessores de Lula garantem que a divulgação das mensagens comprometedoras se deveu a uma vingança do ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

Segundo a teoria oficial, o governo colombiano seria contrário à adesão do país ao Conselho de Defesa Sul-Americano, o mais recente projeto internacional de Lula e, por tal motivo, teria apenas divulgado as mensagens comprometedoras deixando de lado as que provariam o distanciamento dos petistas em relação às FARC.

Perante tal assertiva a revista conclui de modo muito objetivo: "Se isso for verdade, bastará ao governo divulgar a íntegra do material, que foi recebido há três meses e guardado a sete chaves".

O que se conclui é que, realmente, o mal estar grassa nos meios oficiais, que tentam de todas as formas sepultar o assunto, pois os "arquivos apreendidos com a guerrilha mostram que a relação do PT com as FARC é maior do que se sabia e pode ter chegado ao governo" (Veja).

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sábado, 2 de agosto de 2008

Ligações perigosas: FARC - governo Lula

Ligações perigosas: FARC - governo Lula
A denúncia é forte. A realidade era em parte conhecida. Só que agora as ligações perigosas do governo Lula com o terrorismo das FARC parecem ganhar a cena internacional.

Cambio, importante revista colombiana, dedica a matéria de capa de sua mais recente edição (31.7.2008) ao chamado "dossier brasileño".

Níveis escandalosos de colaboração
Segundo a revista, material encontrado nos computadores de Raul Reyes, o líder das FARC, morto em território equatoriano, revela que os vínculos das FARC com altos funcionários do governo Lula chegaram a níveis escandalosos.

Ainda conforme a mencionada revista, a pequena amostra de mais de 85 emails conhecidos, revela a importância do Brasil para a agenda internacional das FARC e deixa a nu como a organização terrorista se aproveitou da subida ao poder de Lula e do PT para reforçar sua estratégia continental.

O chamado "dossier brasileño", segundo a revista Cambio, teria implicações mais sérias do que as derivadas da documentação comprometedora relativa ao envolvimento dos Presidentes Chávez (Venezuela) e Correa (Equador) com as FARC. E suscita muitas interrogações que exigem uma resposta do governo brasileiro.

Sacerdote e "embaixador" das FARC
O personagem central da reportagem é Oliverio Medina (ou "El cura Camilo"), um sacerdote das FARC, elo de ligação com as autoridades brasileiras.

Importante dirigente das FARC, acusado de vários crimes no país vizinho, o "embaixador" das FARC chegou a ser preso no Brasil, mas tudo foi feito para que não fosse extraditado e recebesse até a condição de "refugiado político".

Uma vez obtida tal condição, Lula se congratulou com o fato, ainda segundo a reportagem. É bom recordar que as FARC, na ocasião, emitiram um comunicado (estampado em seu site) em que agradeciam todo o empenho do governo Lula em proteger Medina. Mais tarde, a mulher de Medina recebeu um cargo de confiança da Presidência da República.

Uribe entrega a Lula o dossier
A revista narra o modo pelo qual Lula se inteirou do chamado "dossier brasileño". Na recente visita à Colômbia, o Presidente Uribe, numa reunião reservada diante de poucas testemunhas, fez a Lula um resumo dos arquivos eletrônicos, encontrados no computador de Raul Reyes, que comprometiam funcionários do seu governo com as FARC.

Cambio menciona, entre outros, a José Dirceu, Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, a Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos internacionais do Presidente, ao chanceler Celso Amorim, a Paulo Vanucci, da Secretaria dos Direitos Humanos.

Imagem abalada
A imagem de Lula, espalhada internacionalmente por certa mídia, de um homem simples que ascendeu à Presidência e abandonou o discurso de esquerda, fica irremediavelmente abalada.

Não só Lula não abandonou a ideologia de esquerda (basta ver seu contínuo empenho em favorecer Chávez, Evo Morales, Correa, os Kirchner, na construção do socialismo do século XXI, propugnado pelo presidente venezuelano) como seu governo está comprometido com a esquerda terrorista.

Espera-se uma explicação convincente. Por enquanto, Marco Aurélio Garcia diz que as informações são... irrelevantes.

Ah, e para terminar, é bom ressaltar que a chamada "esquerda católica" está sempre presente nos desvãos mais sinistros do governo "companheiro". Afinal o "embaixador" era um padre junto a um governo inspirado pela "Teologia da Libertação".

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