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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Também no Camboja só houve "erros"

Desde o momento em que foi denunciado o imenso esquema criminoso do Mensalão, os petistas, passando pela "filósofa" Marilena Chauí e terminando no Presidente Lula, apenas admitiram que houve "erros" dos companheiros.

Finalmente, para alívio do país, o Supremo Tribunal Federal indiciou todos os membros da "organização criminosa" que atuava no Planalto e no PT. Mas para os petistas todas as acusações são obra do "preconceito". E o Presidente Lula, no 3º Congresso do PT, pregou a solidariedade aos "companheiros" indiciados e voltou a dizer que alguns deles cometeram "erros". Os fins justificam os meios!

Estas reflexões me vieram à mente ao ler, no Estado de S. Paulo (20.set.2007), a notícia da prisão de Nuon Chea, o ideólogo do Khmer Vermelho e principal líder ainda vivo do grupo que governou o Camboja entre 1975 e 1979.

O Khmer Vermelho é responsável por um dos maiores genocídios da história. Cerca de 1,7 milhões de pessoas (de uma população de cerca de 7,5 milhões) foram mortas com atrocidades indizíveis pelo regime comunista pró-China instalado no país pelo grupo.

Chea era o número dois de Pol Pot, o líder máximo do Khmer Vermelho, e durante muito tempo comandou a S-21, onde houve torturas e execuções em elevado número. Chea, um dos principais responsáveis pelas atrocidades do regime Khmer Vermelho nega tudo (como os petistas!), afirma que nada sabia e diz que apenas houve... "erros":

  • O principal líder ainda vivo do Khmer Vermelho foi preso ontem no Camboja por crimes de guerra e contra a humanidade. ....

    'Admito que houve erros. Mas eu tinha minha ideologia. Queria libertar meu país. Queria que as pessoas tivesse bem-estar', afirmou Chea à Associated Press em 2004. 'Não usei a sabedoria para descobrir a verdade do que estava acontecendo, para verificar quem estava fazendo coisas erradas e quem estava fazendo coisas certas. Admito esse erro', disse ele numa entrevista. ....

    Depois de ter sido derrubado do poder em 1979, o grupo continuou travando uma guerra de guerrilha".