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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A ordem do Bispo é invadir terras!

A ordem do Bispo é invadir terras!
O Carnaval não acabou. O desfile das escolas campeãs já se deu, os carros alegóricos já foram abandonados, mas um outro Carnaval continua. O de invasões de terras, promovidas pelo MST.

Só no Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo, e lideradas por José Rainha Júnior, foram 18 as fazendas invadidas por hordas de militantes dos "movimentos sociais". É o Carnaval Vermelho!

Agora esse desfile macabro ganha novo figurante: o Bispo de Presidente Prudente, D. José Maria Libório Saracho.

Bispo se desmascara
O Bispo é representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Estado de São Paulo. E, segundo ele "o único jeito de chamar a atenção do governo para a reforma agrária é invadir e criar uma situação de insegurança".

As declarações de D. José Maria (genuíno representante da "esquerda católica"), além de incendiárias, são altamente esclarecedoras.

De forma esquemática, o Bispo afirma que é preciso invadir para gerar insegurança jurídica, afastar investidores, e causar o fracasso de projetos agrícolas como o da cana e do alcool. Como diz o povo, "fugiu-lhe a boca para a verdade".

O representante da CPT acabou revelando a estratégia ideológica que preside a todas as ações dos chamados "movimentos sociais", animados e incentivados pela "esquerda católica" e acobertados pela impunidade garantida pelo governo de Lula: é necessário inviabilizar a agricultura bem sucedida, inviabilizar o País, inviabilizar o progresso sadio.

Estes arautos das ideologias do atraso, são, antes de tudo, favoráveis à violência e trabalham em prol de uma sociedade miserabilista. As favelas rurais do MST são seu ideal!

São os estapafúrdios da chamada "teologia da libertação". Como os ensinamentos de Jesus Cristo e seus Mandamentos estão longe.

A tríplice aliança
Gostaria ainda de chamar a atenção para dois aspectos:

1) o Bispo de Presidente Prudente se apresenta e fala oficialmente em nome da CPT, um órgão eclesiástico ligado à CNBB. Além de incitar ao crime, D. José Maria afronta por completo o ensinamento da Igreja e dos Papas. Será que a CNBB fará algum pronunciamento oficial condenando o Bispo?

2) o grande mentor da atual onda de invasões é José Rainha Jr. Ele é acusado de diversos crimes e responde a inúmeros processos. Apesar disso, tem plena liberdade para continuar suas ações fora-da-lei. Como? Com a completa impunidade garantida pelo governo Lula.

Estes aspectos deitam luz sobre uma tríplice aliança: Governo Lula (PT); "movimentos sociais" (MST e outros); esquerda católica. Não se esqueçam que foi esta frente unida que, nas palavras de Frei Betto, tomou conta do País com a ascensão de Lula ao poder. Os resultados estão aí.

O jornal O Estado de S. Paulo (13.fev.2008) publicou matéria a respeito. Assinada por José Maria Tomazela e intitulada "Único jeito de chamar atenção é invadir", diz bispo, a matéria é acompanhada de uma foto em que o Bispo, paramentado, segura em sua mão o solideo e enverga o boné do MST:

  • "O bispo de Presidente Prudente, d. José Maria Libório Saracho, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em São Paulo, disse ontem que vai incentivar sem-terra a continuarem invadindo fazendas no Pontal do Paranapanema, a região com maior número de conflitos agrários do Estado. Até ontem, tinham sido ocupadas 18 fazendas na região, no chamado “carnaval vermelho” do líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) José Rainha Júnior.

    Novas ações devem ocorrer até o fim da semana. “O único jeito de chamar a atenção do governo para a reforma agrária é invadir e criar uma situação de insegurança”, afirmou d. José Maria ontem. “Animo o pessoal para que continue invadindo. As multinacionais não vão querer vir para cá se a situação for de insegurança. A cana-de-açúcar vai ser um fracasso e o governo vai ter de fazer alguma coisa pelo povo.”

    Na manhã de hoje, o bispo recebe representantes do MST, do Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast) e de outros movimentos e sindicatos rurais envolvidos na recente onda de invasões. ....

    O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que o bispo “não mede os limites, é ligado à esquerda radical, da qual fazem parte o MST e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)”. Ele lamentou que o bispo se utilize da Igreja Católica “para pregar o vandalismo e a baderna”. O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, considerou uma “profunda irresponsabilidade” as declarações do bispo. “Afasta o desenvolvimento e não resolve o problema do desemprego daquelas pessoas.” Ele disse que a reforma agrária “já cansou”.

    Para o líder do MST Valmir Rodrigues Chaves, d. José Maria é aliado da reforma agrária. “O que ele está dizendo é o que o MST também acha: se não houver pressão a reforma não sai.” "

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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Pe. Lancelotti, a "esquerda católica" e o PT

Pe. Lancelotti, a "esquerda católica" e o PT
Se há uma história que está bem longe de ser esclarecida é a do Pe. Júlio Lancelloti.

Grande ídolo da "esquerda católica" e da Teologia da Libertação, ligado aos movimentos sociais e muito próximo ao PT, o Pe. Lancelloti sempre foi conhecido por sua "opção preferencial pelos pobres". Opção que, utilizando e manipulando a condição dos menos favorecidos, busca a subversão de todos os valores morais e sociais que a Igreja sempre pregou. A teologia marxista condenada de há muito.

Frei Betto, um dos próceres de tal teologia (para chamá-la assim) considerava o Pe. Lancelloti um "santo" moderno. Este "santo", fiel a certas doutrinas da esquerda e em nome dos "direitos humanos", fez sistematicamente um trabalho em prol dos marginais e agressivo em relação às autoridades policiais.

Escândalo abala "esquerda católica"
Estourou, finalmente, um escândalo. Um escândalo que inclui envolvimento com ex-internos da Febem, protegidos do Pe., denúncias de pedofilia e de relações homossexuais, chantagem, desvio de vultosas verbas de ONGs. Tudo muito longe de ser esclarecido.

Chamou a atenção o engajamento de líderes da "esquerda católica" em defender incondicionalmente o Pe. Lancelloti, inclusive o Arcebispo de S. Paulo, D. Odilo Scherer.

Chamou igualmente a atenção o afã com que o PT se apressou em sair em defesa do Pe. Lancelloti. Greenhalg, eminente petista, foi nomeado para entrar no caso como advogado de defesa. O mesmo Greenhalg que Lula se apressou em chamar para "esclarecer" o assassinato do Prefeito de Santo André.

A propósito deste rumoroso caso, o doutor em jurisprudência pela Universidade de Urbino (Itália), e especialista em Direito Canônico, Francesco Scavolini, escreveu na Folha de S. Paulo (19.nov.2007) o contundente artigo Sujeira na Igreja:

  • ""Quanta sujeira existe na igreja! Até mesmo no meio daqueles que, sendo sacerdotes, deveriam pertencer inteiramente a Deus". Essas palavras foram pronunciadas pelo então cardeal Ratzinger durante a meditação da Via Sacra no Coliseu, em Roma, na Sexta-Feira Santa de 2005, poucos dias antes da morte do papa João Paulo 2º.

    É provável que, com as referidas palavras, o futuro Papa quisesse referir-se não somente aos casos de abuso sexual envolvendo o clero mas também aos desvios e erros doutrinários com graves conseqüências éticas e morais para a vida da igreja e da sociedade. ....

    Infelizmente, parece que, no Brasil, algumas das autoridades da Igreja Católica nem sempre seguem o exemplo da Santa Sé.

    Por exemplo, se essas autoridades tivessem punido e afastado o padre Lancelotti uns anos atrás, quando ele, violando as normas canônicas, apoiou pública e abertamente, tanto em 2000 como em 2004, a candidata a prefeita Marta Suplicy (Marta, que defendia e defende ainda hoje o aborto, o divórcio, o casamento entre homossexuais, a descriminalização das drogas, foi fazer até comício dentro da igreja do padre Lancelotti, no altar, tendo ao lado o mesmo padre, que pedia votos para ela), teriam certamente cumprido sua tarefa de preservar o povo católico e a sociedade de gravíssimos desvios éticos e morais, poupando também a igreja do grave escândalo que a atinge.

    De fato, a principal função do magistério eclesiástico é a de guiar o povo de Deus no caminho da fé. Contudo, parece que alguns desses guias perderam, eles mesmos, o rumo.

    Vou citar somente um exemplo. Em agosto de 2005, no cume da crise de corrupção que aturdia o governo, o presidente Lula, buscando o apoio da igreja, enviou uma carta à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em que, reafirmando explicitamente o seu catolicismo, não só tomou posição em defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance mas também prometeu que o seu governo não tomaria nenhuma iniciativa que contradissesse os princípios cristãos.

    Música para o ouvido dos bispos e do povo católico, não fosse que, um mês mais tarde, o governo Lula decidiu apresentar ao Congresso, por meio da ministra Nilcéa Freire, o projeto para a liberação do aborto.

    Esse projeto, incorporado ao texto do substitutivo da então relatora Jandira Feghali, está em tramitação no Congresso e permite a descriminalização total e absoluta do aborto (sim, caro leitor, se o referido projeto for aprovado pelo Congresso, qualquer bebê poderá ser eliminado até poucos minutos antes do nascimento sem que os matadores sejam punidos).

    E o católico Lula, será que foi punido por ter enganado a igreja ? Não, caro leitor, mesmo depois de tudo isso, mesmo depois de ter sancionado a lei que permite a manipulação e a destruição de embriões humanos, mesmo depois de ter recentemente chamado de hipócrita a igreja, o católico Lula, bem como o católico Lancelotti, não foi punido pela igreja.

    Lula, aliás, foi premiado com a recente visita do ex-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, que foi celebrar missa para o presidente e uns poucos convidados na capela do Palácio da Alvorada e, durante a homilia, comparou Lula a Jesus."
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

MST sabota a Vale do Rio Doce

MST sabota a Vale do Rio Doce
Assim governam Lula e o PT: com a arma da duplicidade! O discurso quase nunca confere com a prática.

O PT, em seu 3º Congresso, decidiu por ampla maioria dar apoio ao chamado plebiscito contra a privatização da Vale do Rio Doce. Lula logo se apressou a dizer que o apoio do PT "não era para valer".

Agora o MST, a tropa de choque petista, em nome do apoio dado a esse plebiscito, investe em ações ilegais contra a Vale do Rio Doce, gozando da impunidade. O mesmo MST que continua a receber trato privilegiado da parte do governo Lula, inclusive grossas somas de verbas públicas (ver post abaixo Cartilha anticapitalista na Universidade).

Guerrilha e "esquerda católica"
A reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo (8.out.2007), sob o título MST tenta paralisar trens da Vale é altamente elucidativa. Assinada por Nilson Brandão e por Carlos Mendes, deixa claro que o MST vai, cada vez mais, enveredando por ações próprias a uma guerrilha e como as fazendas ocupadas pelo movimento, longe de se destinarem à produção agrícola, servem como base de apoio para os ataques de caráter para-militar do movimento.

A reportagem deixa igualmente transparecer o apoio dado a tais ações ilegais do MST pela chamada "esquerda católica", encastelada na CNBB e animadora das pastorais sociais. Aliás, continua a ser essa mesma "esquerda católica", ainda que na sombra, uma das mais dinâmicas forças propulsoras do governo Lula:

  • "Um grupo comandado pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) tentou ontem, em Parauapebas, no município de Carajás (PA), paralisar o tráfego de trens na Estrada de Ferro Carajás, que liga a unidade de produção da Companhia Vale do Rio Doce na região a São Luís (MA). ....

    30 militantes do MST se sentaram sobre a via férrea, na tentativa de interromper o tráfego, mas não tiveram êxito. Depois de rechaçados, os manifestantes resolveram acampar numa região próxima, deixando sinais de que pretendem prosseguir com o protesto. A Vale disse que a presença dos invasores na região traz “um clima de insegurança para a operação (da ferrovia)” e a empresa teme uma nova invasão e danos aos trilhos.

    Em Parauapebas, o comando do MST informou que seu objetivo é reunir 2 mil pessoas, em sua maioria agricultores sem-terra acampados em várias fazendas invadidas na região, para realizar uma passeata na cidade contra a privatização da Vale e depois paralisar o tráfego na linha férrea. As unidades do Exército em Marabá estão em alerta, prontas para ocupar, a qualquer momento, o pátio da ferrovia. ....

    A maior justificativa para a ação, disse o comando do MST na região, foi que o plebiscito organizado no dia 7 de setembro pelo Grito dos Excluídos teria sido amplamente favorável à reestatização da Vale. O resultado da consulta popular coordenada pelo movimento será anunciado hoje em Brasília pelo líder nacional do MST, João Pedro Stédile. ....

    Segundo o MST, 64 organizações apoiaram o plebiscito, entre elas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), várias pastorais sociais, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). O processo de votação informal também foi apoiado pelo PT, por decisão do 3º Congresso Nacional da legenda".
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