terça-feira, 23 de outubro de 2007

A revolução Quilombola

A revolução Quilombola
Lula colocou em marcha mais uma "revolução" no País. A chamada revolução Quilombola, uma revolução de raças e de classes. O governo do Presidente Lula tem o singular plano de desapropriar arbitrariamente 30 milhões de hectares para assentar “quilombolas”.

O assim chamado "decreto quilombola" (4887/2003), assinado pelo Presidente Lula, gera sérias preocupações nos meios rurais e produtivos. O confisco, inclusive de terras produtivas, previsto no decreto se baseia numa simples auto-declaração da condição de quilombola por parte do interessado, sem necessidade de qualquer prova documental, o que de si subverte completamente o princípio constitucional da propriedade.

Esta é, em essência, a denúncia que o jornalista Nelson Ramos Barretto, um especialista em assuntos do campo, estampa em seu livro, justamente intitulado A Revolução Quilombola.

Revolução em nome da luta racial
Nelson Ramos Barretto já apresentou o livro em diversas cidades do País, e hoje o fará em São Paulo, no Saraiva Mega Store do Shopping Ibirapuera, a partir das 19:30.

Após participar do Forum Empresarial do Agronegócio, promovido pela CNA em Brasília, em março de 2007, onde ficou abismado com os depoimentos de proprietários de várias regiões espoliados pelo INCRA, Nelson Barretto decidiu escrever um livro.

O jornalista percorreu diversas regiões do País em busca de depoimentos e documentação. Colhidos os depoimentos, aprofundados os estudos teóricos e legais, Nelson Barretto conclui que está em curso no Brasil uma sorrateira mas bem articulada revolução, que se serve da bandeira da luta racial para derrubar um dos pilares da civilização cristã, o direito de propriedade.

O quilombismo, segundo Nelson Barretto, poderá facilmente degenerar numa fonte sem fim de conflitos raciais, desorganizar o agronegócio e criar dentro do Brasil uma imensa área de terras coletivizadas, como em Cuba e na China.

Espécie de Reforma Agrária paralela
O jornalista concedeu importante entrevista ao Canal do Boi, no programa Zebu para o mundo, que obteve grande repercussão nacional. Recentemente Nelson Barretto esteve na cidade de Londrina, durante o segundo tecno-show da agro-pecuária, e ali apresentou sua obra. A Folha de Londrina (23.out.2007), sob o título Metáfora dos Quilombolas, publicou matéria a respeito:

  • "No ponto de vista do jornalista Nelson Ramos Barretto, que atua no Distrito Federal (DF), autor do livro ''A Revolução Quilombola - Guerra Racial Confisco Agrário e Urbano Coletivismo'' (Editora Artpress), o céu é o limite ao representar, o que considera uma grande enganação do governo em relação ao decreto de 2003, que modifica o artigo 68 das disposições transitórias da Constituição Federal sobre os quilombolas, descendentes dos remanescentes de quilombos no Brasil. ''Com as mudanças serão reconhecidos como quilombolas os remanescentes que ocupam a terra com o título de quilombola. Só que o decreto de Lula diz que os que se intitularem quilombolas podem se estabelecer na terra'', comenta Barretto, destacando que antes do decreto existiam 50 comunidades quilombolas e que o número aumentou para pelo menos 5 mil, cobrindo uma área de 30 milhões de hectares.

    O autor diz que o decreto é uma espécie de reforma agrária paralela, que passaria por cima da escritura de propriedades produtivas. ''Não são apenas propriedades rurais, mas também urbanas. No Rio de Janeiro, na região portuária, tem uma situação que exemplifica isso. Em São Mateus, no norte do Espírito Santo, outra área quilombola representa 80% do município'', acrescenta o jornalista. Para definir os remanescentes quilombolas é preciso fazer uma pesquisa antropológica, entre outros estudos, que o autor do livro questiona ao afirmar que estão generalizando o processo.

    ''Um segundo ponto é que essas pessoas estão sendo enganadas e, por isso, alguns negros estão se voltando contra o decreto, que os obriga quase a voltar à escravidão. Os negros não querem viver em comunidades, como se fossem comunidades comunistas. A alternativa é que se reconheça o título de propriedade individual dos remanescentes e não cabe desapropriação de terras produtivas'', conclui Barretto".

Divulgue: clique no envelopinho aí embaixo e envie este post a amigos.

3 comentários:

Lili disse...

Qual é o critério que o sr. utiliza para indicar obras nesse blog....Pergunto por que esperava mais discernimento de vossa senhoria. Além de representante da anacrônica TFP o autor do livro é uma charlatão que busca uma interpretação, completamente equivocada e calcada no mais absoluto senso comum e superficialidade, dos problemas do país, com o simples intuito de ganhar projeção. Esperava mais do senhor

Anita disse...

Meus parabéns pela coragem do Radar da Midia em denunciar esse absurdo da revolução quilombola. O comentário da lili é de quem não leu o livro, pois charlatães são aqueles que inventam falsos quilombos e não aqueles que tem a coragem de lutar contra a fraude quilombola.

Hebert disse...

Ola Sepulveda
Pouca gente está sabendo desse confisco quilombola. O Barretto é um jornalista sério que foi lá e entrevistou os negros que estão contra essa guerra racial. Ninguém sabia o que era quilombola, falavam até carambola...
Não liga para esse comentário ofensivo. Deve ser da turma dos charlatães e do Ali Baba.