quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O MST invade e mata, mas fica impune

O MST invade e mata, mas fica impune
Depois que o 3º Congresso do PT decidiu reaproximar-se dos chamados movimentos sociais, entre os quais se destaca o MST, a atuação destes ganhou novo vigor e formas de atuar.

A agenda de tais movimentos se alarga a cada dia um pouco, e tudo é pretexto para agredir a propriedade privada, tudo é motivo para violar a lei, tudo é motivo para afrontar a Justiça, tudo é motivo para fomentar a luta de classes (ver post abaixo MST e Governo: cumplicidade malfazeja).

Vieram por fim as mortes, como não era difícil supor que aconteceria na escalada de ilegalidades promovida pelo MST.

Foi no Paraná. Cerca de 200 militantes do MST e da Via Campesina (a verdadeira multinacional das invasões) invadiram, uma vez mais, a fazenda experimental da multinacional Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste (540 km de Curitiba). Renderam os seguranças, tiraram-lhes as armas e os expulsaram.

A responsabilidade do governo Requião
Já em 2006 a propriedade tinha sido invadida pela Via Campesina, como forma de protesto contra a produção de sementes transgênicas, e desde então tem sido alvo contínuo de atos de vandalismo dos sem-terra. Após a invasão, o governador Requião (grande aliado e cúmplice do MST) determinou a desapropriação da fazenda da Syngenta, mas o decreto foi anulado pela Justiça. Alentados pelo apoio de Requião (quem sabe, até mesmo pelo incentivo ou pelas ordens deste último) os sem-terra, invadiram novamente a propriedade.

Segundo o dono da empresa de segurança, contratada pela multinacional, os seguranças expulsos retornaram ao local, por ordem sua, para recuperar objetos da empresa e resgatar um suposto refém, momento em que teriam sido recebidos à bala pelos sem-terra. Estes últimos alegam que os seguranças atiraram primeiro. Um dos seguranças foi morto com um tiro na cabeça. Também morreu o líder dos sem-terra.

O Presidente da OAB em Cascavel, Luciano Braga Cortes, acusou o governo do Paraná de responsabilidade no confronto: "Poderíamos ter evitado essas mortes se o Poder Executivo cumprisse as ordens de reintegração".

Proteção das autoridades aos fora-da-lei
Tudo o que se passou depois, constitui uma seqüência de fatos - dos mais escandalosos - de acobertamento e proteção dado pelas autoridades constituídas ao MST e à Via Campesina, movimentos fora-da-lei; e, ao mesmo tempo, de perseguição às vítimas das ilegalidades destes últimos.

Se não, vejamos:

1 - A Polícia Civil do Paraná prendeu sete seguranças, trabalhadores registrados de uma empresa de segurança legal, com autorização para portar armas e encarregados da segurança de uma propriedade esbulhada, por "formação de quadrilha" (!) e exercício arbitrário das próprias funções;

2 - A mesma Polícia não prendeu qualquer dos sem-terra, invasores de uma propriedade privada, que renderam seguranças e tomaram suas armas, além de matarem um segurança;

3 - A Polícia indiciou o dono da empresa pela morte do líder sem-terra, Valmir Motta de Oliveira;

4 - Entretanto, ninguém foi indiciado pela morte do segurança Fábio Ferreira;

5 - Apesar de um dos seguranças ter sido assassinado com um tiro na cabeça e, portanto, da certeza de que os sem-terra portavam armas, as autoridades policiais não quiseram procurar armas de fogo na área invadida pelo MST e Via Campesina;

6 - A Polícia Militar do Paraná diz que ficará na área até que a ordem seja restabelecida, mas o comandante do policiamento do interior, Coronel Celso José Mello, diz que não irá desocupar à força a fazenda invadida, pois para ele "não se trata dessa forma os movimentos sociais". Curiosa a noção de "ordem restabelecida" do Coronel. Afinal, só os movimentos sociais podem invadir à força, e na impunidade!

7 - Para o mencionado oficial da PM, houve abusos de ambos os lados, mas depois completou em defesa do MST: "Se alguém tinha a idéia de tratar os movimentos sociais na lei do 44 como se fazia antigamente, vai ter uma resposta". De onde se conclui que só o MST não vai ter resposta e poderá usar livremente a lei do 44 para assassinar quem bem entender!

8 - O delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura, Chefe do Departamento da Divisão de Interior, criticou a tentativa de reintegrar a área invadida, feita pelos seguranças: "Reintegração de posse não se faz com arrebatamento, mas pelos meios judiciais". Nem uma crítica sequer do delegado ao MST e à Via Campesina que invadiram e assaltaram uma propriedade privada. Além disso, o delegado parece "esquecer" que é o próprio Governador Requião quem se exime de fazer cumprir as ordens judiciais de reintegração de posse;

9 - A "esquerda católica", pela voz da Comissão Pastoral da Terra, veio acobertar as ações ilegais e criminosas do MST e atacar as "milícias armadas" a serviço dos fazendeiros. O MST (e Via Campesina) com seus métodos de guerrilha rural, suas operações ilegais de esbulho, até seus assassinatos, não constitui, para os "piedosos" membros da CPT, uma milícia... mas apenas um "movimento social";

10 - Numa demonstração de cumplicidade dos órgãos governamentais federais com o MST, um representante do INCRA, enviado especialmente à região, foi visitar os "companheiros" do MST, na fazenda invadida. Sua presença ali configura a coonestação aos crimes perpetrados pelos sem-terra. Não contente, ainda pediu proteção policial para os invasores!

Operação de guerra do MST
Como se tudo isso não bastasse, o MST decidiu montar uma verdadeira operação de guerra para isolar a fazenda invadida, sob o olhar cúmplice e a proteção da Polícia Militar. Na fazenda assim "protegida" tremulam bandeiras do movimento. É o que relata a matéria publicada pela Folha de S. Paulo (24.out.2007), intitulada Depois de mortes, sem-terra fecham acesso à fazenda:

  • "Após o conflito com seguranças que deixou dois mortos, os trabalhadores sem-terra montaram quase uma operação de guerra para isolar a fazenda experimental da empresa Syngenta Seeds, em Santa Teresa do Oeste (540 Km de Curitiba), invadida por eles no último domingo.

    Arame farpado e quatro correntes protegem a fechadura do portão principal. Grupos de 20 trabalhadores fazem rondas ininterruptas pelos 127 hectares da propriedade. Ninguém que não seja ligado ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ou à Via Campesina entra no local. ....

    "Conhecemos nossos inimigos. Podemos ser atacados a qualquer hora", disse Brizola, que preferiu não dar o nome completo. Vestindo um colete camuflado, parecido com o usado pelo Exército, ele disse que estava na guarita no momento do tiroteio".

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6 comentários:

ZEPOVO disse...

Olha, muita calma nesta hora. Primeiro sou contra a violência no campo e invasões de áreas produtivas e legais. Mais algumas "coisitas" explicam a invasão, o tiroteio e a ação aparentemente estranha da PM e Justiça ao prender só os seguranças:

A multinacional em questão, Syngenta Seeds, dona da fazenda, faz pesquisas genéticas de sementes, O QUE É PROIBIDO NO LOCAL por estar à menos de 100 km de uma reserva natural do Estado, isto é lei! Ao mesmo tempo o Gov Requião proibiu por decreto pesquisas genéticas no Estado, isto também é lei.

Os militantes da V. Campesina, estavam no interior da portaria da fazenda, quando o onibus dos seguranças chamados chegaram , e já foram atirando, a perícia e testemunhas comprovaram facilmente o fato.
Os militantes não são santos, mas no caso foram ATACADOS, muito diferente de tentarem invadir a fazenda e serem impedidos pelos seguranças SE estes estivessem DENTRO da fazenda experimental.
E muito importante, a proprietária Syngenta Seeds, nega que os seguranças sejam contratados por ela. Os seguranças foram contratados por Ruralistas independentes e anonimos, tanto é verdade que após o conflito os SEGURANÇAS fugiram! Porque?

Mike Woods disse...

Artigo muito bem redigido e de extrema importância.
É uma pena que a mídia "não se interesse" por esse tipo de tema. O Brasil vem sendo assolado pelo MST e a mídia fica calada, se tornando cúmplice de um trabalho que procura transformar nosso país em uma nova União Soviética, com todas suas mazelas e misérias.

tita coelho disse...

ótimo texto. sabe o que mais me deixa brava...para não falar outra coisa....é que sinceramente, como é que tu manda desapropriar uma fazenda para dar aos maginais que destróem, exploram e largam fora para reinvindicar mais...... ninguém merece!!!
beijo :)

andre wernner disse...

J. Sepúlvida,
Essa história da invasão das terras da Syngenta está muito mal contada. O que está acontecendo lá é um descalabro, uma falta de vergonha e respeito desses senhores do MST – que vivem à revelia da lei.

Na verdade, a fazenda da Syngenta desde o mês de março do ano passado, já foi invadida três vezes. A Justiça dá reintegração de posse, depois da morosidade do Estado em cumpri-la, é feita a devolução aos proprietários.

Depois eles voltam e invadem novamente. E a empresa se obriga a novamente entra na Justiça para reaver às terras. O MST não respeita a Justiça. Aliás, os juizes deveriam impor a sua autoridade, sob pena de prisão. Bem como, determinar um prazo mínimo para que uma área volte a ser ocupada pôr esses bandoleiros.

Outro detalhe importantíssimo: o cidadão (?) do MST que morreu, era funcionário público de uma fundação, e tinha salário de R$ 3.000 pôr mês. Estava fazendo o que lá na invasão? Os jornais registraram essa informação, e a fundação confirmou.

Às informações de que os seguranças atiraram primeiro, é informação que precisa ser muito bem averiguada. Bem como, as armas utilizadas pelo MST. Eles não dizem que são um movimento pacífico? Mataram como? A dentadas? Não! Arma de fogo.

Outro detalhe que precisa ser analisado. Se a Justiça deu reintegração de posse à Synbgenta, quer dizer que ela está cumprindo a lei. Não está fora das normas. Se tivesse, a própria Justiça se pronunciaria sobre o fato.

Mais detalhe: A lei Estadual criada pelo governador perde a razão de seu efeito, pois existe legislação federal sobre o assunto. Prevalece, portanto, a lei superior.

Fico por aqui, porém, se teria muito mais a dizer. Mas, fica para uma próxima oportunidade./ Abs

andre wernner disse...

J. Sepúlveda,
A Justiça já mandou soltar os seguranças e está restabelecendo a ordem.
Abs

FABIANE FERREIRA disse...

Hoje me bateu uma saudade do meu irmão.. fui nos sites de pesquisa ler um pouquinho do acontecido novamente!.. e me deparo com o seu site, o qual fala claramente do que realmente vivemos, somente tenho a dizer depois de 7 anos do acontecido, meu 'MUITO OBRIGADA'; tantos sites chamando meu irmão de pistoleiro, milicia.. sei la mais o que, sendo que o mesmo era somente um trabalhador recebendo R$ 700,00 mensais, trabalhando em pleno domingo, pretendendo casar, deixando uma filha de 3 anos, e uma família toda machucada; Ninguem sabe o que passamos com tanta besteira que se jogou na internet.
SOu irmã do segurança morto, assassinado em seu trabalho! Ele não estava roubando, ele estava trabalhando honestamente para sustentar sua família!