segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Sofismas, má fé e mentiras!

Sofismas, má fé e mentiras!
As FARC e o apoio dado a estas pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, continuam na ordem do dia.

Afinal Chávez, depois do show da operação "humanitária" da libertação de duas reféns, lançou suas cartas na mesa. A comunidade internacional deveria reconhecer as FARC como um movimento político insurgente e não como organização terrorista.

Venezuela reconhece FARC como organização legítima
O apelo de Chávez foi prontamente repudiado pela forte maioria da comunidade internacional. A diplomacia do Itamaraty, apesar de se recusar a atribuir às FARC a qualificação de grupo terrorista, foi obrigada a discordar de Chávez, ainda que sem alarde.

O reconhecimento exigido pelo "companheiro" venezuelano, visa salvar as FARC que, literalmente, vão agonizando com derrotas militares, deserções e, sobretudo, repúdio maciço da população colombiana.

A Assembleia venezuelana (chavista) acaba de atender à solicitação do presidente. Com isso a Venezuela passa a poder apoiar "legalmente" o movimento terrorista e, portanto, a interferir na política interna da Colômbia.

As justificativas do lulo-petismo
Abordei aqui alguns aspectos do que poderíamos chamar o "caso FARC".

No post O seqüestro "humanitário" das FARC mostrei a ironia sádica do grupo terrorista ao seqüestrar seis turistas, dois ou três dias após a libertação das duas reféns. Nos posts Não às mentiras e seqüestros das FARC, FARC nunca mais! lembrei a avassaladora inconformidade do povo colombiano com o grupo terrorista e a grande manifestação mundial que se organiza contra ele.

Ainda voltarei ao tema.

No momento, entretanto, desejo debruçar-me sobre as razões que correm nas bases do lulo-petismo para justificar o disfarçado, mas efetivo, apoio às FARC e à proposta do "companheiro" Chávez.

Para esse fim, sirvo-me de um comentário que recebi aqui no blog.

"Delinqüência intelectual"
Publico todos os comentários que recebo, favoráveis ou contrários... É claro, os que se regem pelas regras da civilidade e do debate respeitoso. Como até o momento todos têm seguido tais regras, não deixei nenhum de fora.

Quem tiver paciência de procurar, constatará que de vez em quando recebo algum comentário de um personagem Ze Povo. No perfil de seu blog este se confessa apoiante de Lula e simpatizante do programa do PT "sem fanatismos".

Recebi mais um. Publiquei, sem concordar, como tenho feito sempre. Mas decidi rebatê-lo, pela "delinqüência intelectual" que envolve (para usar uma expressão cara ao Reinaldo Azevedo). "Delinqüência intelectual" feita de sofismas, má fé e mentiras!

Não é preciso dizer que, ao rebater a argumentação, não pretendo agredir a pessoa do autor, mas tão-só refutar seu arrazoado.

Aqui está ele em vermelho. Vou intercalando meus comentários:

É preciso negociar. Assim foi feito na Irlanda e na Espanha. Ocorre que insurgentes Europeus são outra coisa, não é mesmo?

Antes de tudo a "necessidade" de negociar. Na visão do lulo-petismo sempre é necessário negociar, para ceder. Essa idéia de negociação necessária já erige a parte delinqüente (no caso as FARC) como força legítima. A mesma posição que boa parte da esquerda assume diante do crime organizado.

Depois na Irlanda (IRA) e na Espanha (ETA) houve diversos tipos de negociação, mas nunca a legitimação dos movimentos terroristas como forças insurgentes. Além disso, muitas negociações tiveram como finalidade salvar grupos do sossobro. A mais recente, levada a cabo pelo primeiro-Ministro socialista espanhol, Rodríguez Zapatero, com a ETA foi para dar sobrevida a um grupo sem qualquer apoio popular e que militarmente se encontrava acuado e quase desintegrado pela política firme de Aznar. Resposta da ETA à mão estendida do socialismo? Um super atentado no Aeroporto de Madrid.

As perguntas que não calam, é porque as Farcs cresceram e tomaram o controle de parte do território Colombiano, porque conseguiram apoio de parte da população conseguindo milhares de voluntários para lutar em condições de sacrifício?

Mais uma vez o sofisma e a mentira. As FARC não cresceram. De há muito as FARC só diminuem, inclusive com inúmeras deserções. O rechaço da população ao grupo terrorista é de mais de 90% e só 1% o apoia. As FARC expandiram suas ações criminosas, exactamente pela política concessiva de "negociar", tão cara ao lulo-petismo, e jamais por apoio popular. Hoje as FARC não possuem praticamente mais território.

Quanto aos voluntários respondo com uma pergunta: os nazistas também conseguiram muitos jovens voluntários que se alistaram e seguiram a doutrina e a prática totalitária e assassina desse regime. Isso constitui alguma justificativa válida?

Está certo que os chefes e líderes com certeza passam bem e estão faturando com o crime, mas a soldadesca está lá porque estavam piores na situação anterior, de cidadãos colombianos. Então senhores governantes, muita atenção com a necessidade de políticas sociais, porque povo aguenta muito, mas muito mesmo, só que existe um limite.

Estava faltando! A justificativa do terrorismo pelas "injustiças sociais". Como aqui no Brasil se tenta justificar o crime pela mesma razão. O terrorismo das FARC não é fruto de injustiças sociais assim como o crime organizado não o é. Há a delinqüência moral e também a ideologia.

A advertência do "povo que não aguenta e tem limite..." é a ameaça, sempre repetida e o fantasma sempre acenado. A de que o "povo" explodirá em revoluções sociais, diante das injustiças. Na verdade, as explosões são apenas articulações revolucionárias de minorias ínfimas.

Esse tipo de ameaça relembra o discurso dos verdadeiros inspiradores tanto do lulo-petismo como dos movimentos sociais, como o MST: a dita "esquerda católica". Já nos anos 50 D. Hélder Câmara - o Arcebispo vermelho - dizia que o Brasil estava à beira da explosão social... e de lá para cá não cessam de dizer o mesmo.

O povo continua trabalhador, pacato e sereno, avesso a esse discurso da agitação, e desejoso de um progresso sadio para o País. Por isso o Brasil tem conseguido crescer e firmar-se dentro da harmonia social.

Outra abordagem, é com aval internacional e ajuda americana, uma vez concluido que FARCS são terroristas a extinção total do movimento com uso de força militar. Justamente o que não foi feito até hoje. Porque? Se parece que ninguém duvida que eles são terroristas?

"A extinção total do movimento com uso de força militar" é exatamente o que assusta Chávez e o lulo-petismo. É preciso salvar de qualquer maneira as FARC. Se a extinção total ainda não ocorreu até hoje é porque as FARC utilizam os seqüestrados ou populações civis como escudos humanos para evitar ataques. E também porque encontram refúgio no território venezuelano, para onde fogem quando acuados na Colômbia.

Há quem diga que eles também encontram refúgio em território brasileiro... a confirmar!

Cadastre seu email aí ao lado e receba atualizações deste blog

4 comentários:

tita coelho disse...

Credo Sepúlveda!!! Imagina mais terroristas em solo Brasileiro, já chega os nossos...

Therèse disse...

O "Zé Povo" anda a ler como Lula, nada ou quase nada. Pois não há de ver que li sobre desertores e sobre outros reféns libertos mas sem o "circo" protagonizado por Chávez. Passou assim, meio desperccebido para quem não acompanha passo a passo esse caso.
Os desertores das Farc queixaram-se de inúmeros fatores,cito apenas um, os chefes tinham roupas limpas para trocar-se enquanto a soldadesca ficava mais de uma semana com a mesma roupá. Some-se a isso outras agruras, foi a gôta que faltava para saírem do inferno.Sim, inferno, eles disseram.
Saudações

ZEPOVO disse...

Eu não defendo as Farcs. Sou contra. Não sou o esquerdista aloprado que posso parecer, só por simpatizar com o PT.
No meu comentário,em nenhum momento mostrei simpatia pelas Farcs, apenas mostro minha preocupação pela existência de movimentos assim.
Se as Farcs não são um grande problema,e está diminuindo com deserções, melhor, mas acho que não é o caso.
Não adianta insistir que este tipo de movimento não tem nada à ver com descontentamento social. O nazismo vingou na Alemanha justamente por causa do descontentamento social.
Quanto ao povo ser TRABALHADOR - PACATO - SERENO - concordo, se bem que trocaria "pacato" por "ordeiro", mas veja a equação:
O "trabalhador" não tem emprego.
O "pacato" leva uma dura da policia, é chamado de vagabundo e talvez um tapinha na cara.
O "sereno" é tratado como lixo nas repartições, postos de saude e escola dos filhos.
O povo, o cidadão, começa a rever seus conceitos e vira alvo fácil para "movimentos".
Nada justifica, apenas explica.
Por isto eu terminei meu comentário no post anterior perguntando porque o exército Colombiano não acaba de vez com as Farcs.

Otaviano disse...

Apreciável a sensibilidade social do concidadão Zépovo quando refere-se aos adjetivos de "trabalhador, pacato e sereno" e as agruras que encerra a generalização dessa natureza. Sem dúvida, muitos dessa categoria são cooptados e tratados como massa de manobra, manipulados por espertalhões que não faltam nesse Brasil. Ocorre Zé, que há também as falácias intelectuais e argumentativas. Uma delas significa sofismar, ou seja,"enganar por meio de sofisma, iludir, lograr," ou como ex:"o astuto vigarista sofismou a juíza". Nesse último exemplo foi o que fez o Zé, não você que é somente simpatizante dessa gente, mas o Zé Dirceu. Disse hoje no depoimento à Juíza que não sabia nada, nadinha, sobre o Mensalão. É, Zé...Dirceu ou povo, no Brasil não se é inocente impunemente, não é? Vai ver só os culpados se safam.
Saudações