terça-feira, 29 de julho de 2008

Debates políticos

Debates políticos
Após uma ausência forçada, de mais de dois meses, retomo o meu blog e a bem dizer as conversas que aqui mantenho com todos os que me dão a alegria de ler o Radar da Mídia.

Ao chegar a S. Paulo encontrei um amigo do mundo virtual, mas um amigo bem real, Leonardo Bruno, que admiro pela tenacidade com que batalha por suas idéias e pelo brilho com que as defende em seus escritos.

O Leonardo ficou conhecido nos debates de fóruns, no Orkut e, sobretudo, no seu blog, sob o pseudônimo de Conde Loppeux de la Villanueva. O "Conde" como acabou por ser mais habitualmente conhecido mantém um blog brilhante.

Ao nos encontrarmos por aqui (ele é de Belém do Pará) e nos atualizarmos a respeito das novidades, surgiu a idéia de gravar umas conversas informais a respeito de alguns temas candentes.

Sentámo-nos, ligamos a câmera e o resultado está aí, em três pequenos vídeos, que ele teve a paciência de editar.

Convido-os a assistir:
Debates políticos I (libertação da Ingrid Betancourt)
Debates políticos II (prisão de Daniel Dantas)
Debates políticos III (aparelhamento dos órgãos repressores do Estado pelo PT)

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Lula, o turista eleitoreiro

Lula, o turista eleitoreiro
A nota é breve, mas, pelo poder de síntese e pela realidade que espelha, fala por si.

Acabei de lê-la no ex-Blog do César Maia. O título já fala por si: Lula se esconde dos problemas!

  • "Ontem Bachelet - a presidente do Chile - foi pessoalmente à área de erupção do vulcão onde a população está sendo transferida. Aqui, ciclone no sul, mortes no Solimões... e Lula longe de tudo, passeando para cá e para lá. O Brasil não tem comando, tem um turista eleitoral. Está entregue à sorte da economia internacional."
Vale a pena refletir e ver como se constrói a "popularidade" de Lula. Longe dos problemas...

Fica sempre a pergunta: será que a popularidade é mesmo a das pesquisas? Saia à rua e verifique por si mesmo. Parece bem diferente.

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Desmatamento, de quem é a culpa?

Desmatamento, de quem é a culpa?
Q
uase todos os dias os meios de comunicação nos bombardeiam com notícias e imagens sobre o desmatamento da Amazônia.

É inegável que tais noticiários contêm uma nota alarmista que nos faz crer que a Amazônia, em toda a sua extensão, está sendo devastada. Já nisto há um exagero.

Mas os exageros não ficam por aí. A impressão com que qualquer um de nós fica, após ler jornais, revistas, assistir a telejornais ou noticiários de rádio, é de que os grandes devastadores, os grandes culpados são os fazendeiros.

Tais noticiários, potencializados pela agressividade dos ambientalistas, passam-nos a idéia de que, a atividade agrícola, em sua busca incessante de lucros, só causa males ao país.

Agricultura, a grande vilã

É curioso notar que a agricultura, uma das principais responsáveis pelo grande progresso do Brasil, pelo seu crescimento econômico e pela melhoria das condições de vida da população em geral, é sempre apontada - e não só no caso do desmatamento da Amazônia - como a grande vilã. A quem interessa isso?

Os mais recentes dados oficiais sobre o desmatamento, que causaram grande impacto sobre o País... logo foram desmentidos pelos próprios órgãos oficiais que os anunciaram. Tinha havido um "engano" nas contas, e diversas áreas foram computadas mais de uma vez. Terá sido "engano" mesmo?

Operação policial espalhafatosa

Logo o governo Lula, recorrendo ao braço armado da Polícia Federal, lançou mais uma das espalhafatosas operações desse órgão, que cada vez mais vai assumindo a configuração de uma polícia política.

Uma vez mais, nós do público, ficamos com a impressão de que os grandes culpados são os fazendeiros, no noticiário confuso, equiparados aos madeireiros ilegais...

Só que a realidade sempre teima em vir à tona. E o que se descobriu, então? É que as grandes operações de desmatamento ilegal se dão exatamente nos assentamentos da Reforma Agrária, nas reservas indígenas e em terras da União.

Enquanto somos bombardeados pelas imagens publicitárias de policiais federais junto a imensas toras de madeira, por trás dos bastidores o governo Lula encobre os verdadeiros culpados. O próprio governo e seus aliados ideológicos.

Este é o país "sério" de que fala o Presidente Lula: ou seja o país dos "companheiros".

A denúncia de Kátia Abreu

Em contundente entrevista, concedida à jornalista Larissa Vieira da revista ABCZ (março/abril 2008), a revista brasileira do Zebu, a Senadora Kátia Abreu lança sérios ataques ao governo e, em particular, à Ministra Marina Silva:

  • ABCZ: Os produtores rurais foram apontados como um dos responsáveis pelo aumento do desmatamento na Amazônia. A senhora chegou a dizer que "há uma conspiração para esconder os principais protagonistas beneficiados com a devastação". Quem seriam esses beneficiados? Onde o governo tem errado?

    Kátia: Se você pegar toda a Amazônia legal, 76% de todo o território da região pertencem à União. E isso não é um dado meu, é do Incra. São unidades de conservação, parques nacionais, terras devolutas arrecadadas pelo Incra. Apenas 24% pertencem a produtores rurais. Será possível que todo esse crime [desmatamento] foi cometido nas terras dos produtores? Se de 24% da Amazônia, o produtor não pode produzir em 20% - índice referente à reserva legal, como a Marina Silva [ministra do Meio Ambiente] pode admitir com tanta veemência que são as commodities de carne e soja as responsáveis por este desmatamento? Com essa fala, ela acoberta três verdadeiros criminosos, que são: ela própria, a Funai e o Incra. São os madeireiros irregulares que estão devastando a área. Eles estão tirando a madeira das reservas da União. Eu pergunto a ela: por onde passaram essas madeiras? Para transportar madeira é preciso uma guia. Quem emitiu tanta guia para esse pessoal passar pelas estradas? Ela não pode se eximir da responsabilidade. Isso é no mínimo desonesto para não usar palavra pior. Ela tira o corpo fora e acusa um setor que é responsável por um terço do PIB, da exportação, do emprego. Será que ela acha que o Brasil vai viver do extrativismo apenas? Ela é ministra de Estado, tem mordomias e quer que as pessoas vivam no meio da mata subsistindo apenas do extrativismo.
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Salvar Ingrid Betancourt ou salvar as FARC?

Salvar Ingrid Betancourt ou salvar as FARC?
Diante da brutal e taxativa recusa das FARC em aceitar a missão médica francesa que se deslocou à Colômbia, para dar assistência médica a Ingrid Betancourt e a outros três reféns com saúde bem precária, esta foi obrigada a retornar a seu país.

O Presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciara a suspensão das operações militares no sudeste do país, a fim de permitir o desenrolar da missão médica francesa, apoiada pela Espanha e pela Suíça.

Nicolas Sarkozy, qualificou a "recusa uma grave falta política, além de uma tragédia", segundo informou o jornal El Tiempo de Bogotá (8.4.2008).

Dias antes, em discurso televisionado, o Presidente francês dirigira um apelo às FARC e a seu chefe, Manuel Marulanda, para que libertassem sem condições a ex-senadora. Sarkozy lembrou ainda que caberia única e exclusivamente às FARC a responsabilidade pela eventual morte da refém.

"Frente a essa situação, senhor Marulanda, o senhor precisa atender aos apelos da França e da comunidade internacional. Basta uma decisão sua para salvar a vida de uma mulher. Liberte Ingrid".

"Humanitarismo" e o terrorismo das palavras

Os apelos foram em vão. A recusa das FARC é o exemplo mais cruel de como as FARC tratam e consideram os seqüestrados: massa de manobra para suas chantagens políticas sobre a Colômbia e seu governo legítimo.

Não há um pingo de humanitarismo nos terroristas de esquerda, que, entretanto, não se cansam de falar em "solução humanitária".

Estes apelos "humanitários" fazem parte da própria operação terrorista.

O terrorismo, na verdade, não se limita à atuação bélica e criminosa das FARC. Há, para além disso - e, quiçá, bem mais perigoso - um terrorismo verbal, que deturpa fatos, altera conceitos, manipula palavras.

Tal operação terrorista é levada a cabo, antes de tudo pelas FARC, mas é coadjuvada por seus colaboradores, ativos ou passivos, como Hugo Chávez, Rafael Correa, Lula, etc. E muitas vezes a mídia não é alheia a tal operação.

Por isso se assiste a uma verdadeira inversão de valores.

Salvar as FARC

Em Paris, há dias, em uma marcha que pedia a libertação de Ingrid Betancourt, a presidente argentina, Cristina Kirchner, uma vez mais aproveitava para pressionar Uribe a aceitar as condições da guerrilha marxista.

Curiosamente, as FARC, as únicas criminosas e culpadas pelo seqüestro, são poupadas. Aliás, Cristina Kirchner sabe bem a quem serve! Afinal precisa retribuir os 800 mil dólares (dinheiro sujo) de colaboração que o verdadeiro patrono das FARC, Hugo Chávez, fez a sua campanha eleitoral.

Na mesma linha vão as declarações do marido de Ingrid Betancourt, Juan Carlos Lecompte, ao jornal O Estado de S. Paulo (2.4.2008). Lecompte esteve no Brasil, a convite do Partido Verde, e veio pedir a entrada de Lula nas negociações pela libertação de Ingrid.

A quem se dirigiram suas críticas? Às FARC, que seqüestraram e há anos torturam e maltratam a ex-senadora colombiana? Não! Criticou apenas o Presidente Uribe, por não ceder ante a chantagem do grupo terrorista.

Para ele, o Presidente, deveria estar disposto a desmilitarizar o território colombiano indicado pelas FARC, exigência da guerrilha para que se possa fazer algum "acordo humanitário".

Como vêem é sempre a mesma lenga-lenga: submeter todo um país e seu governo legítimo a uma chantagem político-militar das FARC, para fazer algum "acordo humanitário". Ou seja uma solução entreguista e uma capitulação diante do terrorismo. As FARC, em nome de um "acordo humanitário" dariam um passo fundamental para a tomada do poder pelas armas.

Por isso me pergunto: estas pessoas a quem querem na realidade salvar? A Ingrid Betancourt ou às FARC?

Libertação incondicional: única solução aceitável

Ora, é bom recordar, que Ingrid Betancourt foi seqüestrada exatamente devido a estas políticas capitulacionistas dos anteriores presidentes colombianos. As FARC tinham obtido um território desmilitarizado, e gozavam de ampla margem de manobra para consumar seus crimes, inclusive controlando largas dezenas de municípios onde o poder do Estado não tinha mais voz nem vez.

A ex-senadora, ligada à esquerda política, pretendeu demonstrar que as FARC não constituíam um verdadeiro perigo e que com elas era possível manter o diálogo. Por isso, desrespeitando todas as advertências das autoridades militares, decidiu entrar em território controlado pelos terroristas.

O longo calvário de seis anos, sob torturas físicas e psicológicas, nas mãos das FARC, constitui o mais assombroso desmentido a suas convicções "pacifistas" em relação ao terrorismo.

As FARC são uma organização terrorista e narco-traficante, de ideologia marxista, única responsável pelos atos criminosos do seqüestro de Ingrid Betancourt e dos mais de 700 reféns que, com ela, sofrem as agruras extremas do cativeiro.

Só uma solução é aceitável: a libertação incondicional de todos os reféns pelas FARC.

Indecência diplomática

Como não podia deixar de ser, Lula tinha que meter a sua colher. E, é claro, para pressionar o Presidente Uribe, desejando no mais breve prazo possível "uma solução humanitária que permita a pronta libertação dos reféns", segundo informa O Estado de S. Paulo. Em nota oficial, o Presidente ainda afirmou a convicção "de que é urgente salvar todos aqueles que se encontram em situação de risco extremo de vida".

As declarações de Lula, uma vez mais, revelam a indecência política que rege a atual diplomacia "companheira".

Porque Lula, em vez de pressionar Uribe, não exigiu que as FARC libertem incondicionalmente todos os reféns? O que Lula considera "solução humanitária"? Uma solução que ceda às exigências da guerrilha? Por que só falou da necessidade de salvar todos aqueles que estão em situação de risco extremo de vida? Os outros poderão permanecer seqüestrados e continuar a ser torturados?

É isto que qualifico de "terrorismo das palavras".

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terça-feira, 8 de abril de 2008

O óbvio, a primeira vítima dos intolerantes

O óbvio, a primeira vítima dos intolerantes
P
or vezes penso comigo mesmo que poderia dedicar alguns de meus posts a assuntos bem diversos.

Assuntos, sem dúvida, mais interessantes do que este apontar contínuo dos absurdos, das mentiras, das imposturas, dos golpes, dos atos de arbítrio de um governo que prima pela duplicidade, na busca de se perpetuar no poder.

Mas, quando uma casa está pegando fogo, não há muito tempo para a poesia, para a arte, para a cultura. Não resta muito tempo para divagar sobre outros temas e questões tão mais elevados e úteis ao intelecto e ao espírito humano.

É preciso alertar continuamente, advertir, chamar a atenção, apontar os locais do edifício onde em breve o fogo criminoso pode apresentar-se e destruir mais alguma coisa do arcabouço institucional em que vivemos.

Por este motivo me senti muito interpretado ao ler, há poucos minutos, um texto que Reinaldo de Azevedo escreveu em seu blog. Nada melhor do que publicar aqui o trecho principal, para compartilhar essa reflexão com todos:

  • "O PT nos impõe a nossa cruz feita de vulgaridade: falar do PT. Acreditem: não vemos a hora de tratar de outras coisas. Vocês acham que prefiro analisar um discurso do Babalorixá de Banânia a escrever um artigo sobre Fernando Pessoa? É melhor apontar a falta de sentido de uma fala de Tarso Genro ou se debruçar sobre uma encíclica papal? Acusar as contradições de Dilma Rousseff numa entrevista coletiva ou pensar a interação entre ciência e moral? Lula, acreditem, só nos desvia dos temas importantes. Porque somos obrigados a dizer o óbvio. O óbvio é sempre a primeira vítima dos intolerantes."

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

As "fronteiras" bolivarianas

As "fronteiras" bolivarianas
T
odos se lembram da gritaria contra o ataque do Exército colombiano ao acampamento do terrorista-mór das FARC, Raul Reyes.

A morte de Raul Reyes parece ter atingido não apenas o coração das FARC, mas do projeto político latino-americano, levado a cabo por Hugo Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Daniel Ortega e coadjuvado por Lula, Cristina Kirchner.

Cumplicidade ativa com as FARC

Como um só homem, todos reclamaram contra a violação das fronteiras equatorianas. De repente as fronteiras se tornaram sagradas. E a Colômbia insistiu no óbvio: as fronteiras devem ser respeitadas, é claro. Mas elas não podem ser um paravento para abrigar terroristas.

Ou seja, o governo do Equador não poderia utilizar o princípio da inviolabilidade das fronteiras como escudo para abrigar em seu território o quartel-general do nº 2 das FARC, Raul Reyes, de onde planejava ataques contra a Colômbia, e onde propiciava treinamento de táticas terroristas a elementos de diversos países.

Afinal, quem não respeitou as fronteiras, antes de tudo, foram as próprias FARC e o governo equatoriano, cúmplice ativo dos terroristas. Para não falar da Venezuela de Hugo Chávez, outro financiador do terrorismo, acobertador das FARC e ativo colaborador das mesmas.

A "gran Colombia" e o fim das fronteiras

Nas reuniões da OEA, entre os que mais reclamaram da inviolabilidade das fronteiras, estiveram, como é óbvio, Rafael Correa, presidente do Equador, e seu mentor Hugo Chávez. Os dois compartilham com as FARC o ideal "bolivariano", que comporta a implantação do socialismo do século XXI na grande pátria bolivariana.

A grande pátria bolivariana ou "gran Colombia" supõe a eliminação das fronteiras de diversos países. Entre eles, é claro, da Colômbia, cujo governo é necessário derrubar, inclusive pela força das armas.

A diplomacia "companheira" do Presidente Lula (fazendo coro a Correa e Chávez), naturalmente, só se preocupou com as fronteiras equatorianas, mas evitou críticas aos "companheiros" das FARC, os quais continua a não qualificar como terroristas. O que serão eles, então?

Talvez ainda surjam dados mais comprometedores para Lula. Há rumores de que os computadores de Raul Reyes registram a presença em acampamentos das FARC do Sr. Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais do Presidente. Este, como sempre, dirá que nada sabia...

As fronteiras, não são nada!

Mas, voltemos ao assunto. Talvez pela leniência com que são tratados pelo "companheiro" Lula, estes senhores das FARC se sentem na liberdade de ter um site voltado para o público brasileiro.

Entrei há pouco no mesmo e me deparei com um artigo relativo ao ataque certeiro que eliminou o terrorista Raul Reyes. Leiam e vejam o que os terroristas das FARC, em obediência a seu ideário político, pensam das fronteiras:

  • "Como símbolo da resistência, com a imagem de Manuel Marulanda em seu peito, Raúl Reyes caiu abatido nos confins da selva da Nossa América. Onde? Têm nos perguntado se foi na Colômbia ou no Equador. Caiu na Pátria Grande, dizemos, porque para um genuíno bolivariano as fronteiras traçadas sobre a terra da Awy Ayala não são nada além da maldade anti-bolivariana que pouco a pouco temos de arrancar pela raiz para que logo frutifique o sonho de unidade do Libertador."

Entenderam? As fronteiras para os "bolivarianos" (FARC, Chávez, Correa, Morales, etc.) não são nada! Devem ser eliminadas... mas lá estão eles na OEA gritando, de modo hipócrita, pela inviolabilidade das fronteiras.

Entendem agora porque falo neste blog de "cinismo democrático"? (Leia abaixo Cinismo democrático e Duplicidade diplomática).

É uma forma de fazer política: servir-se das instituições para destruí-las; servir-se dos mecanismos democráticos, para eliminá-los; servir-se dos tratados internacionais, para espezinhá-los.

Ironia do destino: o Exército colombiano ao atacar o acampamento de Raul Reyes "respeitou" o ideal bolivariano da eliminação das fronteiras. Se não há fronteiras para o terrorismo, não as há também para o combate ao mesmo.

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Aliança Governo-Oposição

Aliança Governo-Oposição
Nunca antes nesse País... se falou tanto de democracia e nunca ela foi tão fraudada.

Não, não vou falar das distorções, aviltamentos e fraudes que o atual governo tem infligido às instituições do regime democrático.

Vou falar da falta de oposição!

Esclareço desde logo que não me identifico com nenhum partido, motivo pelo qual me sinto à vontade para tecer comentários a respeito de qualquer um deles.

Divisão de semelhantes
Recuso-me a aceitar - como querem alguns - a divisão do país político em PSDB e PT. Uma divisão à qual se quer dar um alcance não apenas partidário, mas até social e de mentalidades.

Já se aventou até a possibilidade de um regime de alternância política entre os dois partidos, que acabasse por eliminar as demais organizações partidárias.

Tal divisão não se sustenta, pois o PSDB - pelo menos em boa parte - é afim ao PT e a seu projeto político. Seria a célebre divisão entre o seis e a meia dúzia.

É, pois, inadmissível tal reducionismo!

Oposição governista
A oposição do PSDB tem sido tímida e frouxa, por vezes meramente de fachada. Mais ainda, essa oposição nas horas críticas tem salvo o Presidente Lula.

O exemplo mais significativo se deu no auge do Mensalão, diante das escandalosas revelações de Duda Mendonça, quando a oposição desencorajou o presidente nacional da OAB de apresentar o pedido de impeachment já redigido por aquele.

Agora a CPI dos cartões corporativos parece um show para a platéia a fim de poupar PT e PSDB.

Uma análise mais acurada da realidade política mostra uma continuidade entre o projeto do PSDB e do PT. Afinal FHC se disse muito emocionado ao dar posse a Lula.

Teste mineiro
Minas é conhecida por seu tato político, por sua habilidade em promover articulações.

Ora, é precisamente em Minas que, neste momento, algo de muito importante se está testando (e gestando), que poderá ser altamente prejudicial à autenticidade e legitimidade do regime democrático.

Avança em Minas uma aliança PSDB-PT, com vistas à eleição municipal, aliança eleitoral "ousada e inédita" no dizer de Aécio Neves. Há as justificativas locais ("aliança em favor da cidade", no dizer do tucano), mas... mas há outras não enunciadas.

Parece evidente que se testa em Belo Horizonte uma aliança para uma futura solução presidencial ("aliança em favor do país" se dirá). Será por acaso que, há dias, Aécio Neves afirmou que, no caso de ser candidato à Presidência, não será o anti-Lula mas o pós-Lula? É esta a oposição (?!), ou pelo menos a parte mais significativa dela.

Fraude à essência do regime democrático
Não há democracia sem oposição. Quando a oposição de tal forma defrauda os anseios daqueles que nela votaram ou que nela depositam suas esperanças, está traindo a representatividade e ajudando a demolir um dos princípios básicos do regime dito democrático.

O País assistiria à aliança do governismo com a oposição e à criação de uma força hegemônica a dominar alternadamente o poder. Fora de dúvida um despotismo travestido de democrático.

Escória da política
Diz o povo que o "peixe morre pela boca", em alusão ao fato de que é quando abre a boca para comer a isca que o peixe morde o anzol.

Metaforicamente o ditado se refere aqueles que falam de modo inconseqüente e irrefletido e acabam se condenando por suas palavras.

Ciro Gomes é desses políticos que "morre pela boca". Célebre por suas afirmações desaforadas, proferiu mais algumas a respeito desta nova aliança. São reveladoras:

"Aqui o que eu vejo é que a escória da política não tem espaço. A hegemonia moral e intelectual que preside esse movimento que Minas está fazendo é tão eloqüente e importante que a escória da política deve estar apavorada com isso".

A afirmação, como disse é reveladora, pois dá a entender que quem está fora da aliança é "escória da política". Ou seja uma postura que fala a favor da tal hegemonia despótica que mencionei.

Mas Ciro Gomes acrescentou: "Eu me refiro a todos os setores que põem o interesse público de lado e negociam fisiologicamente frações de poder, de cargos, de emendas, de safadezas e de ladroeira".

Ora... esta é a descrição perfeita do governo Lula e de seu partido. Afinal um governo e um partido que têm uma quadrilha sendo processada no STF. Se somarmos a isso tudo o que o PT diz do PSDB está perfeitamente traçada a "hegemonia moral" de que fala Ciro Gomes... é por isso que o "peixe morre pela boca".

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segunda-feira, 17 de março de 2008

Terrorismo premiado

Terrorismo premiado
A propaganda, item no qual o atual governo é especialista, criou um logotipo: Brasil, um país de todos!

Mas, como já tive oportunidade de dizer aqui, o que se está construindo é um Brasil, país de poucos.

Sim, poucos que "aparelham" a máquina do Estado, por pertencerem a um partido; poucos que administram imensas máquinas de corrupção e ficam impunes; poucos que violam a estabilidade legal sem serem importunados; poucos que são premiados pelos crimes que cometeram, etc.

Prêmio ao terrorismo
Nestes dias uma revelação chocou o público, ou pelo menos quem ainda tem valores e um mínimo senso de justiça.

O antigo terrorista da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Diógenes Oliveira, ganha do Estado uma pensão vitalícia de 1.627 reais, além de embolsar 400.000 reais referentes a pagamentos atrasados.

Uma das vítimas de seus atos terroristas, Orlando Lovecchio Filho, que teve esfacelada uma de suas pernas, há quatro anos passou a receber uma pensão por invalidez de 571 reais.

Assim se premia o terrorismo! Diante disso, quem ainda pode estranhar as atitudes complacentes de nossa diplomacia e do Presidente Lula com o terrorismo das FARC? (Leia abaixo Duplicidade diplomática e Neutralidade dos covardes).

Os excluídos do Presidente
A matéria de Veja (19.3.2008) Terror premiado, assinada por Alexandre Oltramari fala por si:

  • "O Brasil continua vivendo o paradoxo de premiar quem deveria ser punido e punir quem deveria ser premiado. Em 1968, Orlando Lovecchio Filho, então com 22 anos, foi vítima de um ato terrorista. Uma bomba detonada por militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), um grupo terrorista de esquerda, dilacerou uma de suas pernas, que teve de ser amputada. A ação tinha como alvo o consulado americano em São Paulo. Mutilado, Lovecchio, a vítima, teve de abandonar o sonho de se tornar piloto comercial e, há quatro anos, passou a receber do INSS uma pensão por invalidez no valor de 571 reais. Na semana passada, o colunista Elio Gaspari, dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo, revelou que o destino, ou melhor, o estado brasileiro foi bem mais generoso com um outro personagem da história. Diógenes Carvalho Oliveira, o autor do atentado, recebeu do governo federal a confirmação de sua aposentadoria como vítima da repressão durante o governo militar. Além de uma pensão vitalícia de 1 627 reais, Diógenes vai embolsar 400 000 reais referentes a pagamentos atrasados. Um prêmio, sem dúvida, ao absurdo.

    Depois do atentado, Diógenes ainda participou de cursos de treinamento em explosivos em Cuba, atacou quartéis do Exército e esteve envolvido na execução de um americano considerado suspeito. Preso, ele foi torturado pelos agentes do governo e, depois, libertado em troca do cônsul do Japão em São Paulo, que havia sido seqüestrado pela guerrilha. O terrorista fugiu para o México, viveu na Europa e passou três anos na África. De volta ao Brasil, foi filiado ao PT até sua voz aparecer em uma gravação na qual pedia ao chefe da polícia do Rio Grande do Sul que aliviasse a repressão aos bicheiros gaúchos. ....

    Ao saber do prêmio dado ao terrorista, ele [Lovecchio] apenas lamentou e disse que já escreveu três cartas ao presidente Lula para pedir que seja criada uma lei que garanta os mesmos benefícios às vítimas da guerrilha. "Não quero vantagem nenhuma. Só igualdade e justiça", diz ele. As cartas nunca foram respondidas."

Vejam bem, terrorismo, PT, bicheiros... é este o Brasil, país de poucos!

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domingo, 16 de março de 2008

Conselho de Defesa... do terror?

Conselho de Defesa... do terror?
O Presidente Lula lançou na praça um novo projeto: o Conselho de Defesa da América Latina.

Foi durante a visita ao País da Secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleeza Rice. A idéia, na verdade, é a elaboração de projetos de defesa comum para a região, enunciados por Hugo Chávez. E, no fundo, a concretização de metas do Foro de São Paulo.

Para justificar seu plano, o Presidente disse que um organismo desse tipo pode tornar "mais eficaz" a solução de crises como a que envolveu a Colômbia e o Equador, a propósito do ataque ao acampamento terrorista do líder das FARC, Raul Reyes.´

Vejamos o que o Presidente entende por soluções "mais eficazes".

Chávez promotor do terrorismo
Lula decidiu apresentar seu plano, antes de tudo, a Hugo Chávez. O fato é simplesmente espantoso.

Primeiro, porque Hugo Chávez está promovendo uma corrida armamentista desproporcionada e que chama a atenção de todos os especialistas. As atitudes belicistas de Chávez durante a atual crise demonstram que sua intenção é desestabilizar militarmente a região.

Em segundo lugar, é estranho que Lula vá propor a Chávez um Conselho de Defesa da América Latina, para resolver crises como a atual, quando Chávez está sendo apontado como o grande financiador das FARC e, portanto, do terrorismo.

Como fazer um Conselho de Defesa da América Latina com um Estado promotor do terrorismo? Será um Conselho de Defesa... do terror?

Era natural que Lula tivesse de início exposto seu plano à Argentina, pela importância das relações entre os dois países. Ou, então, ao governo da Colômbia, vítima de uma guerra terrorista. Mas não, Lula foi-se acertar com seu "companheiro" Chávez.

Evitar a OEA e pressionar a Colômbia
Traduzindo o plano de Lula:

Lula quer criar um outro organismo, para evitar a OEA, onde não conseguiu impor a tão desejada condenação à Colômbia.

Em seu mal disfarçado anti-americanismo, Lula deseja ainda o afastamento dos Estados Unidos dos assuntos regionais. A intenção só pode ter um motivo ideológico e estratégico, pois, pela importância da relação de todos os países da região com os Estados Unidos, tal alijamento não faz sentido.

Cabe ainda frisar que se os Estados Unidos não tivessem dado seu apoio ao governo legítimo da Colômbia, este país continuaria a ser vítima do caos terrorista, acobertado e promovido por governos como o de Chávez e o de Correa no Equador, e beneficiado pela complacência mal disfarçada de governos ditos moderados, como o de Lula.

Lula quer, além disso, poder pressionar o governo de Álvaro Uribe a aceitar as chantagens das FARC, incluindo a entrega a estas de um território desmilitarizado dentro da Colômbia. É isto que ele qualifica de soluções "mais eficazes" de crises como a atual.

É que, afinal, o governo Lula proclama sua "neutralidade" diante das FARC. Como se neutralidade não fosse cumplicidade (tratei do assunto no post abaixo Neutralidade dos covardes) .

Entrave ao projeto bolivariano
O que parece claro é que a Colômbia se tornou o grande entrave ao projeto expansionista de Socialismo do século XXI, de Hugo Chávez. Plano que tem como um dos elementos ativos o terrorismo das FARC (e grupos similares). Projeto esse acobertado, entre outros, por Lula.

Por isso a diplomacia brasileira está incomodada com o princípio enunciado, com clareza, pela Secretária de Estado dos Estados Unidos em sua visita ao País: "Fronteiras são importantes, mas as fronteiras não podem se tornar meios pelos quais terroristas se escondem e se envolvem em atividades de matar civis".

Afinal, o ataque militar empreendido pelo governo de Álvaro Uribe ao acampamento terrorista das FARC no Equador deixou claro que a "aliança bolivariana" não poderá transformar seus territórios em santuários do terror.

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Neutralidade dos covardes

Neutralidade dos covardes
Não cessou a crise diplomática, desatada a partir do ataque do Exército colombiano à base das FARC instalada no Equador.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, ao visitar o local do acampamento atacado, afirmou que o mesmo tem todos os sinais de ser um acampamento estável. O que deixa ainda mais comprometido o governo de Rafael Correa.

Até o momento, do ponto de vista diplomático, como também militar, o grande vencedor foi o Presidente Álvaro Uribe, da Colômbia.

Neutralidade impossível
Todos falavam em condenar e isolar seu governo. Mas neste momento estão isolados os governos de Chávez (Venezuela) e de Correa (Equador). Afinal, todas as provas apontam para uma forte colaboração e promoção ao terrorismo, por parte destes dois governos.

A tão decantada integração latino-americana, um claro projeto ideológico de esquerda, trombeteado por Chávez (projeto bolivariano) e acalentado por Lula, está rachado. Afinal, será possível Lula continuar a defender, com desfaçatez, que um regime, como o de Chávez, que dá centenas de milhões de dólares para o terrorismo, tem excesso de democracia?

Para os países latino-americanos está colocada uma questão delicada: qual a posição que vão assumir perante terroristas como os das FARC? Lula e sua diplomacia companheira falam em neutralidade. Será sustentável?

Neutralidade quer dizer cumplicidade, já tive oportunidade de apontar no post abaixo (leia Duplicidade diplomática).

Cúmplices por omissão
O jornalista Augusto Nunes, publica no Jornal do Brasil (12.março.2008) uma análise, significativamente intitulada Os nostálgicos do pesadelo. Os dilemas do momento, inclusive do governo do Brasil, estão muito bem enunciados:

  • "Hugo Chávez brincava de apresentador de TV, na tarde de 1º de março, quando a mão da desgraça bateu à porta do estúdio em Caracas, para transmitir-lhe a notícia medonha.

    Surpreendido pelo ataque aéreo do exército colombiano a uma base das Farc no Equador, morrera na madrugada daquele sábado o companheiro Raúl Reyes - amigo de fé, terrorista de muita competência, grande parceiro de negócios no ramo da compra e venda de gente seqüestrada. ....

    Trocou o sorriso de animador de auditório pela carranca beligerante, anunciou a ruptura unilateral de relações diplomáticas com a Colômbia, ordenou o imediato deslocamento para a fronteira de 10 divisões do exército - "com tanques", especificou - e declarou-se pronto para a troca de chumbo. "Ouço as trombetas da guerra", balbuciou Fidel Castro à beira da sepultura. ....

    Chávez não queria apenas vingar a morte de Reyes, "um grande combatente".... O colérico venezuelano também queria, simultaneamente, punir o desafeto Álvaro Uribe ("um cachorro dos Estados Unidos") e mostrar ao equatoriano Rafael Correa ("um leal companheiro bolivariano") que atacar uma filial da Venezuela equivale a atacar a matriz. ....

    Confiante no padrinho, o afilhado copiou-o tanto no luto fechado quanto na retórica incendiária. "A soberania territorial equatoriana foi violada por um governo canalha", enfureceu-se. Algo a dizer sobre a transformação de um pedaço do seu país em santuário da organização narcoterrorista? "Problema da Colômbia, que não sabe controlar o próprio território", desdenhou Correa. ....

    "O que houve foi um massacre de homens que dormiam desarmados", derramou-se Correa no terceiro dia de luto. Como os chefes de governo da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua e de Cuba, também o presidente equatoriano enxerga numa infame organização narcoterrorista apenas "uma força insurgente, com um programa político a executar". Entusiasmado com a estréia como protagonista no teatrão cucaracha, Correa nem percebeu que o comandante-em-chefe, depois de ter perdido a voz, recuara furtivamente da frente de batalha para o fundo do palco.

    Na reunião da OEA, Chávez portou-se com a discrição recomendada ao governante de um país cujo território só tem sido violado por invasores financiados por petrodólares venezuelanos. Durante o encontro do Grupo do Rio em Santo Domingo, recomendou prudência aos vizinhos que partilham a zona conflagrada e pregou a paz entre os homens do continente. ....

    O anfitrião Leonel Fernández pediu que todos se abraçassem. Até então empenhados num diálogo carregado de insultos, Uribe e Correa trocaram o mais constrangido dos cumprimentos. Tudo terminara bem, decidiram os participantes da cena surreal. Tudo continua sem solução, informa a vida real.

    "Também se viola a soberania quando, a partir de um país, um grupo terrorista ataca um vizinho", argumentara Uribe minutos antes, olhando nos olhos o presidente do Equador. "Não admito que o legítimo direito da Colômbia de combater uma organização terrorista seja mostrado como um massacre contra anjos de pijama. Não use comigo o cinismo que têm os saudosos do comunismo".

    Compreensivelmente, ninguém aplaudiu. A mensagem de Uribe pode ser endereçada, sem retoques, a todos os países da América Latina. Os que apóiam as Farc são cúmplices por ação. Cúmplices por omissão são os que testemunham, com a neutralidade dos covardes, a luta entre o governo democrático e um grupo terrorista. Como o Brasil. "
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segunda-feira, 10 de março de 2008

Duplicidade diplomática

Duplicidade diplomática
Estou de volta ao Blog!

Após uma ausência involuntária, retomo os comentários que aqui costumo fazer.

Gostaria de abordar a crise que atingiu a América Latina, na última semana. Crise que alguns dizem estar encerrada, com o aperto de mão dos Presidentes na República Dominicana, na reunião do Grupo do Rio. Para mim essa crise ainda se prolongará.

Repúdio popular às FARC
O Presidente Álvaro Uribe, foi eleito com extrema popularidade (e reeleito), com uma agenda clara de acabar com o grupo narco-terrorista marxista das FARC. Uribe decidiu encerrar a política desastrosa de concessões à guerrilha, que afundou a Colômbia no caos durante décadas.

O repúdio da população aos terroristas das FARC e o apoio à política conduzida por Uribe teve, muito recentemente, uma demonstração sem igual. Mais de dez milhões de colombianos saíram às ruas, em muitas cidades, para dizer "Não às FARC".

Nossa imprensa (sempre imparcial!) não viu, ou distorceu o noticiário.

FARC buscam abrigo em países vizinhos
O grupo terrorista, sem qualquer apoio popular, foi sendo desmantelado militarmente e acuado passou a procurar abrigo em países (como Venezuela e Equador), em que os respectivos governos lhes deram apoio político e até militar.

Raul Reyes, o número dois da organização terrorista, tinha instalado há bom tempo seu sofisticado acampamento para direcção de suas acções criminosas, dentro do território equatoriano.

Foi aí que as Forças Armadas colombianas o atacaram e mataram.

E a soberania da Colômbia?
Iniciou-se uma gritaria diplomática contra o governo colombiano, pela "grave" violação da soberania do Equador. Como se a Colômbia tivesse atacado o país vizinho e seu povo, na intenção de estabelecer-se em seu território.

A gritaria foi reveladora. A agressão à soberania equatoriana era o pretexto; a razão verdadeira era o golpe certeiro ao coração do terrorismo, fato que desagradou a muitos.

Curiosamente, de Lula a Chávez, todos "esqueceram" as FARC e o escândalo de estas atacarem a Colômbia a partir do território de países vizinhos. Essa, sim, uma grave e periogosa violação da soberania.

Atitude diplomática dúbia
Lula, como sempre, quis aparecer como o grande líder regional, a voz da moderação. Mas a diplomacia conduzida por seu governo foi, uma vez mais, ambígua.

Enquanto clamava por uma diminuição das tensões, Lula apenas condenou a Colômbia, exigindo desculpas incondicionais do governo Uribe. Não faltaram também críticas aos Estados Unidos, como incendiários da situação. As FARC (terroristas) foram sistematicamente poupadas. Para Lula elas não são incendiárias nem violam a soberania... é isto que chamo de "cinismo democrático" (ver abaixo o post Cinismo democrático).

O assessor presidencial para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, em entrevista para o Le Figaro, de Paris, justificou a mobilização de tropas de Hugo Chávez e declarou que o governo brasileiro é "neutro" diante das FARC.

Não há neutralidade perante o terrorismo e seus crimes hediondos. Neutralidade só tem um nome: cumplicidade.

O lado B da diplomacia
A revista Veja (12.março.2008), em artigo intitulado O lado B da diplomacia, revela bem essa duplicidade de Lula e de sua diplomacia:

  • "No auge da crise Colômbia-Equador, enquanto o governo brasileiro se empenhava na tentativa de baixar a temperatura, o assessor da Presidência da República Marco Aurélio Garcia se esforçava para elevá-la. Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o encarregado de Lula para assuntos internacionais elogiou o envio de tropas pela Venezuela e pelo Equador à fronteira com a Colômbia, fez cafuné nas Farc ao dizer que o Brasil não classifica a organização como terrorista, mas tem uma posição "neutra" em relação a ela, e cobrou (mais) desculpas de Bogotá pela invasão do território equatoriano. Ao deixar Marco Aurélio morder em público, enquanto assopra nos bastidores, Lula exercita seu conhecido estilo ambíguo: age pragmaticamente com correção, mas não deixa de fazer umas embaixadinhas para a platéia. Nesse caso, uma platéia nacionalista, castrista, chavista e simpática à narcoguerrilha, que tanto o presidente quanto Marco Aurélio conhecem muito bem.

    Em 1990, inspirados por Fidel Castro, Lula, então presidente do PT, e seu hoje assessor especial fundaram o Foro de São Paulo, grupo que reúne partidos e organizações latino-americanos de esquerda em torno de três ideologias: o antiamericanismo, o nacionalismo de cunho autoritário e a solidariedade à Cuba castrista. ....

    É fato que muitas das posições defendidas pelo Foro são adotadas em parte ou no todo por governos de esquerda no continente. O próprio governo Lula tem atitudes que sugerem a influência, em graus variados, dos radicais do Foro – esse "filho nosso", como Lula chamou a entidade no discurso que fez em 2005, em São Paulo, em comemoração a seus quinze anos de existência. ....

    A relação de Lula com o Foro, diz o sociólogo, é mais uma mostra da duplicidade de orientação que caracteriza a política externa brasileira, que tem como corolário uma série de "omissões vergonhosas" da parte do governo petista. Exemplifica Magnoli: "Por causa dessa política ambígua de Lula, o Brasil condena os seqüestros e assassinatos cometidos pelas Farc, mas não diz que a organização é ilegítima. Posa de mediador nas crises, mas não critica o fato de Chávez interferir na política interna da Colômbia nem repreende o uso de territórios da Venezuela e do Equador pelos guerrilheiros". "

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Cuba: prisão ou cassino?

Cuba: prisão ou cassino?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece estar preocupado com o futuro de Cuba. Apesar de dizer que é o povo cubano que deve decidir seu futuro, voltou a manifestar seu desejo intervencionista.

Afirmou que a América do Sul precisa ajudar Cuba, para que a ilha não volte aos tempos em que era "um cassino".

Mais uma pérola do cinismo democrático de Lula, do qual falei no post abaixo (leia Cinismo democrático).

Amante da revolução cubana
É muito discutível que a Cuba de Fulgêncio Batista fosse apenas um cassino. Mas não é isso o que agora interessa. O que importa é uma vez mais a hipocrisia política de Lula.

Para esconder seu mal disfarçado pendor pela ditadura comunista, Lula tergiversa. O que Lula quer é que Cuba se mantenha a Ilha prisão, onde a perseguição política convive com a miséria social e moral.

Seguindo a inspiração de seu mentor espiritual, Frei Betto, Lula quer manter o regime socialista, que durante décadas oprimiu os cubanos e que tudo fez - até a promoção do terrorismo - para impor a outras nações o chamado "paraíso" castrista.

Afinal, Lula se declarou um "amante da revolução cubana".

Falsa alternativa
A alternativa para Cuba não é a prisão ou o cassino, Presidente. Cuba, precisa ser uma nação livre, em que a organização política, social e econômica, volte a respeitar os valores do Ocidente cristão.

Há pouco um leitor do Blog me escreveu e aqui exprimiu sua indignação com as declarações de Lula. Para fazê-lo, decidiu ele transcrever um trecho do Livro Negro do Comunismo, sobre a ditadura cubana imposta por Fidel ao País, durante quase meio-século.

100.000 cubanos em campos de concentração
Decidi puxar esse texto dos comentários para um post. O trecho fala por si. Ainda mais sendo escrito por autores que não negam seus pendores e simpatias pela esquerda e são, por isso, insuspeitos.

O Livro Negro do Comunismo, crimes, terror e repressão foi um sucesso editorial, a nível mundial. Com uma erudição inconteste, ele retrata a realidade estarrecedora de uma das mais sinistras tiranias de todos os séculos.

Vamos, pois, a um texto sobre Cuba:

  • “Poucos meses após dominar Havana, Fidel Castro decretou a Reforma Agrária, confiou o Instituto Nacional de Reforma Agrária a marxistas ortodoxos e ordenou a invasão das grandes propriedades agrícolas. Concomitantemente, começaram os massacres de burgueses e opositores.

    Em 1964, os detidos trabalhavam quase nus em assentamentos ou em pedreiras. Como punição, deviam cortar erva com os dentes ou eram jogados em fossas de excrementos. Os guardas aplicavam-lhes pentotal e outras drogas. No hospital de Mazzora, recorriam a eletrochoques ou simulavam execuções. A prisão que deixou reputação mais terrível foi La Cabana. Em Boniato, presídio de alta segurança, reina a violência e crueldade. Certos presos políticos, para afastar os homossexuais, lambuzam-se com excrementos. Em outros cárceres, há jaulas de ferro e as mulheres são entregues ao sadismo dos guardas.

    A repressão atualmente é dirigida pelo Departamento de Segurança do Estado. Participam também as Fuerzas Especiales do Ministério do Interior em colaboração estreita com a Dirección 5 e a Dirección de Seguridad Personal, guarda pretoriana do ditador.

    20% dos cubanos estão exilados, o que representa cerca de 2 dos 11 milhões que constituem a população total. Desde 1959, mais de 100 mil cubanos passaram por campos de concentração ou por prisões, tendo sido fuzilados de 15.000 a 17.000.“

Então, Presidente, Cuba não pode voltar a ser um cassino, mas pode permanecer uma Ilha-prisão, onde a opressão política e ideológica é moeda corrente.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Cinismo democrático

Cinismo democrático
O mundo tomou conhecimento das "mudanças" em Cuba, após a renúncia de Fidel Castro. Continuismo, com Raul Castro no comando e Fidel nos bastidores.

"Fidel é insubstituível" afirmou Raul em seu discurso de posse, e continuará a ser consultado nas decisões mais importantes.

O novo presidente afirmou ser necessário, para garantir a invulnerabilidade da revolução, fortalecer o Partido Comunista, "único heredeiro digno" de Fidel. Tudo dentro do socialismo, pedra angular da revolução.

Com a perpetuação nos cargos dirigentes, a velha guarda permanece no poder.

Povo cubano "decidirá" o futuro
O jornal Juventud Rebelde, órgão da Juventude Comunista, admitiu que na Ilha haverá reformas, mas advertiu que "o que se muda, quando se muda e como se muda é assunto exclusivo daqueles que fizeram a Revolução e dos que hoje em dia a mantêm viva".

É esta imposição ao povo cubano, da parte "daqueles que fizeram a Revolução", que o Presidente Lula - no que eu chamo de cinismo democrático - qualifica de o povo cubano decidir o seu futuro, sem interferências.

Há uma coisa que não consigo entender. Como ainda há gente que acredita, sinceramente, que Lula mudou e é um democrata?

Lula simula apoio à democracia política
Em seu projeto de poder, Lula está apenas acuado por uma situação política, social e econômica complexa e adversa.

A classe média, em boa medida, se afastou e recusou suas aventuras ideológicas. Os que nessa classe ainda o apoiam, o fazem mais por vantagens imediatas de uma situação econômica favorável.

Nas classes pensantes e dirigentes, cresce a recusa ao Presidente e a seus planos autoritários. E até mesmo, entre a intelectualidade esquerdista (de vários matizes) Lula perdeu apoio.

Entre as camadas menos instruídas e com menos recursos, beneficiadas pelo Bolsa Família e outras benesses, o Presidente encontra um apoio imediatista e desinformado, jamais um apoio ideológico.

Só uma minoria engajada, continua a apoiar fervorosamente a meta ideológica (escondida) do PT e do Presidente.

Pela necessidade de contemporizar, na esperança de reverter este quadro profundo, Lula simula um apoio ao regime de liberdades, dito democrático. Mas, quando pode, acena com suas convicções autoritárias de esquerda e, por vezes, tenta impingi-las ao País.

Competência e caráter de um tirano
É fácil constatar. O apoio que Lula dá a Fidel Castro e a seu regime comunista é inequívoco. Para Lula, Fidel é o único mito vivo da humanidade, mito construído - ainda segundo o Presidente - à base de muita competência e muito caráter!?

Sim, a "competência e o caráter" de um tirano, assassino, perseguidor de inimigos políticos e religiosos, que reduziu Cuba a uma das misérias sociais e morais mais abjetas e prolongadas no Ocidente.

Lembrem-se, como diz o ditado, o pior cego é aquele que não quer ver. Fidel, há quase cinqüenta anos, também falava em nome da democracia e das liberdades. E foi só ter oportunidade que se apressou a instaurar sua ditadura comunista.

Lula, um amante da revolução cubana
O jornal O Estado de S. Paulo (20.fev.2008), em um caderno especial dedicado à renúncia de Fidel Castro, estampou matéria sobre as reações de Lula ao fato, intitulada Para Lula, Fidel é mito vivo da história. As declarações do Presidente são reveladoras do cinismo democrático que anima sua atuação política:

  • "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, mesmo com sua renúncia, o líder cubano Fidel Castro segue sua trajetória como “o único mito vivo da história da humanidade”. Sem esconder a emoção - ao lembrar da amizade com Fidel e de sua identificação com a revolução cubana - Lula disse que agora cabe ao povo cubano decidir qual será o futuro de seu sistema político.

    “Fidel é o único mito vivo da história da humanidade e acho que ele construiu isso à custa de muita competência, muito caráter, muita força de vontade e também de muitas divergências, ou seja, muita polêmica”, disse o presidente ....

    Na avaliação de Lula, o fato de Fidel ter tomado a decisão de se afastar permite que todo o processo de transição do governo transcorra de forma tranqüila. “O Brasil está satisfeito. Que seja assim, um processo muito tranqüilo. O que nós temíamos era uma situação adversa, que isso acontecesse em um sistema turbulento, em que os cubanos de Miami tentassem achar que já era dia de voltar para Cuba e transformar Cuba num território de conflito”, afirmou. ....

    O presidente aproveitou para elogiar o irmão de Fidel, Raúl, que comanda o governo interinamente desde 2006. Disse que comanda as Forças Armadas desde a tomada do poder pelos revolucionários, como muita experiência e “uma visão de mundo muito importante.” ....

    Ao comentar que Fidel escreveu quatro artigos no jornal comunista Granma sobre o encontro que tiveram, Lula lembrou a amizade de 23 anos com o líder cubano. “Sou da geração que se transformou em amante da revolução cubana”, acrescentou.

    Emocionado, Lula lembrou o apoio que recebeu de Fidel ....

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) observou que a renúncia indica que a transição do poder em Cuba está sendo feita de forma tranqüila. “Fidel é uma figura central e continuará sendo. Ele está produzindo a transição em vida”, disse o deputado."
Para finalizar, uma breve nota: muito se tem falado da corrupção, dos crimes perpetrados pelos "aloprados", etc. Tudo isso visa uma só coisa: um projeto de poder, autoritário e, no fundo, castrista!

Afinal, para os petistas, Fidel continuará a ser uma figura central.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Terra vai esfriar!

A Terra vai esfriar!
Não se espante com a afirmação, mas é o que dizem cada vez mais cientistas do mundo inteiro, que contestam a teoria do chamado efeito estufa ou aquecimento global.

A "realidade" do aquecimento global, fruto da ação devastadora do homem, está tornando-se um dogma, ideológico e propagandístico, com larga aceitação na mídia... mas pouco embasamento científico.

Histórias dramáticas de catástrofes climáticas tornam-se notícias de jornal e a televisão e o rádio dedicam-lhes horas de transmissão, atribuindo gratuitamente sua origem ao "aquecimento global". Enquanto isso, políticos e grupos eco-fanáticos aproveitam a oportunidade para reafirmar suas teses ideológicas.

Imprecisões científicas do IPCC
Em abril de 2007 o Inter-governmental Panel of Climate Change (IPCC), o painel da ONU sobre o clima, previu conseqüências desastrosas para o Planeta, devido ao aquecimento global.

Entretanto, muitos cientistas, ligados ao próprio IPCC, passaram a denunciar a inexactidão das conclusões científicas do painel sobre o clima e a revelar a forte politização do relatório, uma vez que além de cientistas, o processo de elaboração do relatório recebeu a colaboração de representantes de governos, indústrias e organizações ambientais, todos eles comprometidos com agendas políticas.

O próprio IPCC chegou a recuar em muitas de suas conclusões "científicas".

Extinção voluntária da Humanidade
A mídia criou um falso consenso a respeito do dito aquecimento global. Com base nessa "histeria", passou a assistir-se a uma verdadeira ofensiva contra o progresso e a civilização.

A "solução" seria a realização da utopia ecologista (do pesadelo ecologista, seria melhor dizer) de uma sociedade igualitária, baseada na recusa do sadio progresso e do crescimento econômico, na diminuição forçada da população mundial, nutrindo-se de uma cadeia alimentícia primária, consumindo muito menos, e compartilhando formas primitivas de existência.

Nessa trilha, as propostas chegam a graus de radicalidade extremos. Alan Weisman, da Universidade do Arizona, propõe universalizar a política chinesa do filho único, pois segundo ele a maior fonte de poluição é a duplicação do próprio ser humano.

E o Movimento de Extinção Voluntária da Humanidade (VHEMT) convoca os seres humanos a parar de se reproduzir, causando a extinção gradual da espécie, para que o "planeta volte aos poucos à sua antiga glória".

Tais propostas radicais, devem-nos fazer pensar sobre os interesses ocultos por trás dessa "teoria" tão questionável.

Qual o papel do gás carbônico?
Será que o mundo está mesmo à beira da catástrofe, anunciada por alguns, como o ex-presidente Al Gore?

Essencialmente, a teoria do efeito estufa ou do aquecimento global afirma que a queima de combustíveis e outras ações humanas, como a expansão da agro-pecuária, estão dando origem a um acúmulo excessivo de gás carbônico na atmosfera. Esse acúmulo seria responsável pela alteração do clima e a acentuação de fenômenos meteorológicos catastróficos.

Entretanto, segundo muitos cientistas o aumento do gás carbônico na atmosfera não é causa da elevação de temperatura mas sim fruto da mesma. A causa do aquecimento seria outra, que nada tem a ver com a conservação ambiental, e o aumento de temperatura seria cíclico e não se manteria indefinidamente.

O jornal Folha de S. Paulo (15.fev.2008), em seu caderno de Ciência, noticia que um grupo de cientistas, entre os quais José Carlos Azevedo, ex-reitor da UnB, entregou ao Ministro da Ciência e Tecnologia um documento em que questionam a influência da ação humana nos fenômenos das mudanças climáticas globais:

  • " "A conservação ambiental não tem nada a ver com o aquecimento global, esta é a nossa principal mensagem", disse Luis Carlos Molion, diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Ufal (Universidade Federal de Alagoas). Os integrantes do grupo afirmam ser "céticos sobre a existência do aquecimento global".

    Os dados apresentados ontem fazem parte do projeto internacional Cloud, que reúne 24 instituições de ensino universitário de dez países para analisar a influência de raios cósmicos na atmosfera e no clima da Terra.

    Baseados em dados desta iniciativa, os signatários do relatório entregue ao MCT afirmam que dentro de 20 anos a temperatura do planeta estará mais baixa e questionam as conclusões do IPCC, o painel da ONU sobre mudança climática que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007. Os dados do painel seriam "alarmistas" e o Protocolo de Kyoto, "inútil".

    "O que nós queremos é mais democracia para debater o assunto, só uma voz tem lugar na imprensa hoje", afirmou o economista Mark Lund. ....

    O IPCC, dizem os "céticos", não levaria em conta dados sobre o comportamento da temperatura do planeta há centenas ou milhares de anos e partiria de premissas equivocadas. "Há interesses financeiros por trás do IPCC, a gente não consegue trazer a verdade", disse Fernando Mendonça, ex-presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

    O aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera, afirmam, seria resultado, e não causa, da elevação da temperatura. O aquecimento da atmosfera, segundo o documento, é fruto dos raios cósmicos. "
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A ordem do Bispo é invadir terras!

A ordem do Bispo é invadir terras!
O Carnaval não acabou. O desfile das escolas campeãs já se deu, os carros alegóricos já foram abandonados, mas um outro Carnaval continua. O de invasões de terras, promovidas pelo MST.

Só no Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo, e lideradas por José Rainha Júnior, foram 18 as fazendas invadidas por hordas de militantes dos "movimentos sociais". É o Carnaval Vermelho!

Agora esse desfile macabro ganha novo figurante: o Bispo de Presidente Prudente, D. José Maria Libório Saracho.

Bispo se desmascara
O Bispo é representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Estado de São Paulo. E, segundo ele "o único jeito de chamar a atenção do governo para a reforma agrária é invadir e criar uma situação de insegurança".

As declarações de D. José Maria (genuíno representante da "esquerda católica"), além de incendiárias, são altamente esclarecedoras.

De forma esquemática, o Bispo afirma que é preciso invadir para gerar insegurança jurídica, afastar investidores, e causar o fracasso de projetos agrícolas como o da cana e do alcool. Como diz o povo, "fugiu-lhe a boca para a verdade".

O representante da CPT acabou revelando a estratégia ideológica que preside a todas as ações dos chamados "movimentos sociais", animados e incentivados pela "esquerda católica" e acobertados pela impunidade garantida pelo governo de Lula: é necessário inviabilizar a agricultura bem sucedida, inviabilizar o País, inviabilizar o progresso sadio.

Estes arautos das ideologias do atraso, são, antes de tudo, favoráveis à violência e trabalham em prol de uma sociedade miserabilista. As favelas rurais do MST são seu ideal!

São os estapafúrdios da chamada "teologia da libertação". Como os ensinamentos de Jesus Cristo e seus Mandamentos estão longe.

A tríplice aliança
Gostaria ainda de chamar a atenção para dois aspectos:

1) o Bispo de Presidente Prudente se apresenta e fala oficialmente em nome da CPT, um órgão eclesiástico ligado à CNBB. Além de incitar ao crime, D. José Maria afronta por completo o ensinamento da Igreja e dos Papas. Será que a CNBB fará algum pronunciamento oficial condenando o Bispo?

2) o grande mentor da atual onda de invasões é José Rainha Jr. Ele é acusado de diversos crimes e responde a inúmeros processos. Apesar disso, tem plena liberdade para continuar suas ações fora-da-lei. Como? Com a completa impunidade garantida pelo governo Lula.

Estes aspectos deitam luz sobre uma tríplice aliança: Governo Lula (PT); "movimentos sociais" (MST e outros); esquerda católica. Não se esqueçam que foi esta frente unida que, nas palavras de Frei Betto, tomou conta do País com a ascensão de Lula ao poder. Os resultados estão aí.

O jornal O Estado de S. Paulo (13.fev.2008) publicou matéria a respeito. Assinada por José Maria Tomazela e intitulada "Único jeito de chamar atenção é invadir", diz bispo, a matéria é acompanhada de uma foto em que o Bispo, paramentado, segura em sua mão o solideo e enverga o boné do MST:

  • "O bispo de Presidente Prudente, d. José Maria Libório Saracho, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em São Paulo, disse ontem que vai incentivar sem-terra a continuarem invadindo fazendas no Pontal do Paranapanema, a região com maior número de conflitos agrários do Estado. Até ontem, tinham sido ocupadas 18 fazendas na região, no chamado “carnaval vermelho” do líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) José Rainha Júnior.

    Novas ações devem ocorrer até o fim da semana. “O único jeito de chamar a atenção do governo para a reforma agrária é invadir e criar uma situação de insegurança”, afirmou d. José Maria ontem. “Animo o pessoal para que continue invadindo. As multinacionais não vão querer vir para cá se a situação for de insegurança. A cana-de-açúcar vai ser um fracasso e o governo vai ter de fazer alguma coisa pelo povo.”

    Na manhã de hoje, o bispo recebe representantes do MST, do Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast) e de outros movimentos e sindicatos rurais envolvidos na recente onda de invasões. ....

    O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que o bispo “não mede os limites, é ligado à esquerda radical, da qual fazem parte o MST e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)”. Ele lamentou que o bispo se utilize da Igreja Católica “para pregar o vandalismo e a baderna”. O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, considerou uma “profunda irresponsabilidade” as declarações do bispo. “Afasta o desenvolvimento e não resolve o problema do desemprego daquelas pessoas.” Ele disse que a reforma agrária “já cansou”.

    Para o líder do MST Valmir Rodrigues Chaves, d. José Maria é aliado da reforma agrária. “O que ele está dizendo é o que o MST também acha: se não houver pressão a reforma não sai.” "

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